A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ampliou a cobertura da mamografia digital pelos planos de saúde, retirando as restrições de idade e de gênero que limitavam o exame. Até então, a cobertura obrigatória valia apenas para mulheres entre 40 e 69 anos — fora dessa faixa, ou para pacientes de outro gênero, o plano podia negar o exame.
Com a mudança, aprovada em 3 de setembro, a indicação passa a depender exclusivamente da avaliação clínica do médico responsável, para rastreamento, diagnóstico ou acompanhamento do tratamento do câncer de mama. A nova regra entra em vigor em 1º de outubro, início do Outubro Rosa.
Como a mudança foi aprovada
A proposta partiu da própria ANS, após discussões na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde). Depois de aprovada pela comissão técnica e pela diretoria colegiada da agência, a norma passou por consulta pública, com contribuições de entidades médicas, operadoras de saúde e sociedade civil, antes de ser confirmada.
Por que o exame digital importa
Diferente do método tradicional, que usa filmes radiográficos, a mamografia digital capta as imagens por sensores eletrônicos e já é padrão no SUS. O exame oferece resultados mais detalhados, expõe a paciente a menos radiação e reduz o desconforto durante o procedimento.
Segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o período de 2026 a 2028, o Brasil deve registrar mais de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano, e cerca de 21 mil mortes pela doença. O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres no país, sem contar o câncer de pele não-melanoma, e a principal causa de morte por câncer no público feminino. Em homens, a doença representa cerca de 1% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
Sinais de alerta
- Nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos
- Nódulo que persiste por mais de um ciclo menstrual, em mulheres acima de 30 anos
- Nódulo endurecido, fixo ou que cresce, em mulheres de qualquer idade
- Secreção com sangue em um único mamilo
- Mudança no formato do seio ou retração na pele
- Ferida ou irritação no bico do seio que não melhora com pomadas comuns
- Caroço em uma das mamas, em homens acima de 50 anos
- Íngua ou caroço na axila
- Aumento progressivo do tamanho da mama, com pele em aspecto de casca de laranja



