Jovem, advogado e ex-assessor jurídico da Prefeitura de Marialva, no Norte do Paraná. Este é o perfil de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, que confessou ter matado a própria esposa, a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, dentro do apartamento onde o casal morava em Maringá. Os dois tinham um filho de oito meses.
A Polícia Civil aponta que o casal havia reatado recentemente e investiga a possibilidade de que uma discussão, em meio a um relacionamento considerado conturbado, tenha antecedido o feminicídio. Depois de matar Gassi a facadas, João Vitor fugiu para Mandaguari, onde foi encontrado ferido na casa da mãe.
João Vitor trabalhava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva. O cargo era comissionado e ele havia sido nomeado em março deste ano. Antes disso, em 2025, ocupou o cargo de diretor do Departamento Tributário do município. Após o crime, a prefeitura anunciou a exoneração do servidor.
Choro do bebê alertou vizinhos
O bebê de oito meses estava no apartamento quando a mãe foi morta. O choro da criança chamou a atenção dos vizinhos, que acionaram a polícia. Gassi Paola de Souza Mazia foi encontrada morta dentro do apartamento do casal, em um condomínio na Avenida Itororó, próximo ao Bosque 2, na Zona 2 de Maringá. A médica tinha pelo menos quatro perfurações provocadas por faca. O bebê não ficou ferido e foi entregue aos cuidados de familiares da vítima
Segundo a Polícia Civil, João Vitor e Gassi discutiram antes do ataque. A investigação trata o caso como feminicídio. A Polícia Militar informou que João Vitor confessou o assassinato. Ele foi preso em flagrante.

Fuga após o crime
Depois de matar Gassi, João Vitor deixou o apartamento e fugiu para Mandaguari. Ele foi encontrado ferido na casa da mãe, cerca de 32 quilômetros de Maringá. O advogado apresentava ferimentos na região do pescoço e outras lesões provocadas por arma branca. Ele recebeu atendimento médico e foi levado para o Hospital Universitário de Maringá, onde permanece internado sob escolta policial.
A origem dos ferimentos ainda precisa ser esclarecida. Uma das hipóteses investigadas é que João Vitor tenha tentado tirar a própria vida depois do assassinato. Até agora, essa possibilidade não foi confirmada oficialmente pela polícia.
Relação marcada por brigas
João Vitor e Gassi estavam separados e haviam reatado recentemente, segundo a Polícia Civil. A investigação aponta que o relacionamento era conturbado e que houve uma discussão antes do assassinato. Pessoas próximas ao casal relataram episódios de ciúmes e comportamento possessivo por parte de João Vitor. Outros conhecidos, no entanto, descreveram o advogado como uma pessoa tranquila e trabalhadora.
A polícia, no entanto, segue investigando a motivação do crime e coletando informações que ajudem as autoridades a entenderem o contexto em que o casal vivia.
Quem era Gassi
Gassi Paola de Souza Mazia tinha 37 anos e trabalhava como médica da família na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá. Ela era mãe do bebê de oito meses que estava no apartamento no momento do assassinato. A prefeitura de Sarandi lamentou a morte da profissional e manifestou solidariedade à família.
O que ainda falta esclarecer
A investigação ainda precisa responder algumas perguntas sobre o crime. A principal delas é a motivação. A Polícia Civil sabe que houve uma discussão e que o casal havia reatado recentemente, mas ainda não apresentou uma conclusão sobre o que levou João Vitor a atacar a esposa.
Também precisa ser esclarecida a sequência dos acontecimentos depois do assassinato, desde a saída do apartamento até a chegada do suspeito em Mandaguari. Outro ponto é a origem dos ferimentos apresentados por João Vitor. A investigação precisa confirmar como essas lesões foram provocadas e se estão relacionadas a uma tentativa de suicídio.
A polícia ainda deve analisar o apartamento, o veículo utilizado pelo suspeito, imagens de câmeras e os depoimentos de familiares, vizinhos e pessoas próximas ao casal. João Vitor permanece internado sob escolta policial e assim que receber alta deverá ser transferido para um presídio da região.



