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Economia

Copom reduz a Selic de 14% para 13,75% ao ano

Restam ainda dois encontros do Copom em 2026, marcados para novembro e dezembro, com expectativa de mercado apontando Selic entre 13,25% e 13,75% ao fim do ano.

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O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 14% para 13,75% ao ano. É o quinto corte seguido de 0,25 ponto percentual, dando continuidade ao ciclo de queda dos juros iniciado nos meses anteriores.

Por que o corte era esperado

A decisão já era amplamente antecipada pelo mercado financeiro, que via no corte de 0,25 ponto o cenário mais provável para a reunião. O movimento leva em conta a desaceleração da atividade econômica — o PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, depois de 1,1% no início do ano — e uma inflação em trajetória de recuo, ainda que acima da meta perseguida pelo Banco Central. O mercado de trabalho, por outro lado, segue relativamente estável, com taxa de desemprego em 5,3% no trimestre encerrado em julho.

O que muda para quem investe

Com a Selic mais baixa, aplicações atreladas ao CDI tendem a render um pouco menos em termos nominais, embora o patamar da taxa continue elevado. A poupança não sofre alteração na forma de cálculo, já que a regra atual só muda quando a Selic cai para 8,5% ao ano ou menos — bem abaixo do nível atual.

Próximos passos

A ata da reunião, que costuma detalhar a avaliação do Copom sobre inflação e atividade econômica, deve ser divulgada em 22 de setembro. Depois desta decisão, restam ainda dois encontros do comitê em 2026: um em 3 e 4 de novembro, e outro em 8 e 9 de dezembro. Expectativas de mercado apontam para uma Selic entre 13,25% e 13,75% ao fim do ano, a depender do ritmo que o Banco Central adotar nas próximas reuniões.