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Economia

Cebola mais que dobra de preço em 12 meses em Curitiba

Inflação acumulada em Curitiba e Região Metropolitana ficou em 2,72% em 12 meses, abaixo da média nacional de 4,58%

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A cebola ficou 103,92% mais cara em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) nos 12 meses encerrados em setembro. A inflação acumulada na região chegou a 2,72%, abaixo dos 4,58% registrados no Brasil. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, foram analisados pela Fecomércio PR.

Em setembro, a inflação de Curitiba e RMC foi de 0,63%, enquanto a média nacional ficou em 0,82%. No acumulado de janeiro a setembro, o índice chegou a 2,60% na região e a 3,95% no país.

Apesar do resultado geral abaixo da média brasileira, os alimentos pressionaram o orçamento das famílias. Além da cebola, outros produtos acumularam altas expressivas em 12 meses, como a batata-inglesa (76,11%), o tomate (59,35%), o feijão-preto (38,06%) e a cenoura (35,79%). A passagem aérea também aparece entre os itens que mais encareceram, com alta de 51,93%.

Energia elétrica sobe 8,69% em setembro

O grupo Habitação registrou alta de 2,41% em Curitiba e RMC, acima dos 2,31% observados no país. O resultado regional foi o terceiro maior entre as áreas pesquisadas pelo IBGE, atrás de Vitória (4,17%) e Salvador (2,50%). A energia elétrica residencial foi o principal destaque, com aumento de 8,69% no Paraná.

Entre os produtos e serviços que tiveram alta em setembro, o tomate liderou, com aumento de 45,73%. Na sequência vieram a batata-inglesa (26,17%), a passagem aérea (16,30%), a cebola (15,70%) e o melão (14,03%).

Na outra ponta, o repolho ficou 11,03% mais barato, seguido pela melancia (-9,52%), pelo mamão (-7,48%), pelo frango inteiro (-5,78%) e pelo emplacamento e licenciamento de veículos (-4,83%).

Alimentação acumula alta de 4,67% no ano

De janeiro a setembro, a alimentação no domicílio acumulou alta de 4,67% em Curitiba e RMC. O resultado mostra pressão dos preços dos alimentos ao longo do ano, com destaque para produtos como tomate, cebola e batata-inglesa.

No acumulado de 2026, o tomate subiu 92,20%, enquanto a cebola aumentou 84,06% e a batata-inglesa, 64,23%. Também tiveram altas expressivas o pepino (59,43%), a cenoura (38,76%), o leite longa vida (33,03%) e o feijão-preto (32,38%).

Alguns produtos ficaram mais baratos no período. O emplacamento e licenciamento de veículos acumulou queda de 35,95%, o café moído recuou 18,46%, o açúcar cristal caiu 17,71%, a laranja-pera teve redução de 16,01% e a maçã, de 15,74%.

Inflação de Curitiba segue abaixo da média nacional

No acumulado de 12 meses até setembro, Curitiba e RMC registraram inflação de 2,72%, 1,86 ponto percentual abaixo da média brasileira. O índice nacional ficou em 4,58%, acima do limite superior de 4,50% da meta de inflação.

Segundo Lucas Dezordi, assessor econômico da Fecomércio PR, o resultado regional permanece abaixo do nacional, apesar de uma leve alta da inflação acumulada em 12 meses entre agosto e setembro, após a desaceleração observada desde o início de 2026.