O preço da cesta básica de alimentos em Curitiba recuou 1,12% em agosto, na comparação com julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab. O conjunto de 13 produtos básicos custou R$ 798,87 na capital paranaense — a sétima cesta mais cara entre as 27 capitais pesquisadas.
Apesar da queda mensal, o acumulado do ano já soma alta de 8,27%, entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Em 12 meses, o aumento foi de 6,13%.
O que puxou a queda
Cinco dos 13 itens da cesta ficaram mais baratos em agosto: a batata teve a maior queda, de 27,79%, seguida por tomate (-4,88%), açúcar refinado (-1,77%), manteiga (-1,18%) e banana (-0,71%). Os outros oito produtos subiram de preço, com destaque para o arroz agulhinha (5,28%) e o feijão preto (4,28%). Também tiveram alta o pão francês, o óleo de soja, a farinha de trigo, o leite integral, o café em pó e a carne bovina de primeira.
Quanto pesa no bolso
Um trabalhador curitibano que recebe o salário mínimo (R$ 1.621,00) precisou trabalhar 108 horas e 25 minutos para comprar a cesta completa em agosto — menos que as 109 horas e 39 minutos necessárias em julho. Descontada a Previdência Social, o percentual da renda líquida comprometido com a compra da cesta caiu de 53,88% para 53,28% no mesmo período.
Cenário nacional
O movimento em Curitiba acompanha uma tendência mais ampla: o valor da cesta caiu em 25 das 27 capitais pesquisadas entre julho e agosto. As quedas mais expressivas foram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%) e Boa Vista (-4,47%). Só Maceió e São Luís tiveram alta no período.
São Paulo seguiu com a cesta mais cara do país (R$ 900,59), e o Dieese estima que, com base nesse valor, uma família de quatro pessoas precisaria de um salário mínimo de R$ 7.565,86 por mês para cobrir despesas básicas — o equivalente a 4,67 vezes o piso nacional.



