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Tornado landspout: entenda fenômeno visto nos Campos Gerais

Simepar identifica como tornado landspout fenômeno registrado entre Carambeí e Ponta Grossa. Entenda por que ele não entra na contagem de tornados.

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Uma formação atmosférica registrada por volta do meio-dia desta quinta-feira (1º), na divisa entre Carambeí e Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foi identificada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) como um tornado do tipo landspout.

O fenômeno teve curta duração e apresentou baixa intensidade. Apesar de ser classificado tecnicamente como um tornado, o episódio possui características diferentes dos tornados associados às grandes tempestades supercelulares.

Segundo o Simepar, o landspout se desenvolve a partir de pequenos redemoinhos de ar próximos à superfície e não está ligado a uma nuvem supercelular. Por esse motivo, costuma apresentar menor potencial de destruição quando comparado aos tornados tradicionais.

A moradora que registrou o vídeo, Larissa Oliveira, relatou que filmou durante o horário de almoço, e que se surpreendeu pela formação rápida. Ela também disse que não havia chuva nem ventos fortes no ponto onde o fenômeno foi observado.

Por que o fenômeno não entra na contagem de tornados?

Apesar da denominação de tornado landspout, o episódio não será acrescentado à tabela de classificação dos tornados contabilizados pelo Simepar.

A explicação está justamente na origem do fenômeno. Os eventos registrados e classificados na tabela seguem critérios específicos e possuem características diferentes das apresentadas pelo landspout.

Dessa forma, o fenômeno observado entre Carambeí e Ponta Grossa é reconhecido pelo Simepar como um tornado de fraca intensidade e curta duração, mas não será contabilizado junto aos demais tornados registrados pelo órgão.

Fenômeno é diferente de uma supercélula

Nos tornados tradicionais associados às supercélulas, a circulação está relacionada à estrutura rotativa da própria tempestade. No landspout, por outro lado, a formação começa com a rotação próxima à superfície, podendo se conectar posteriormente à base de uma nuvem em desenvolvimento.

Essa diferença explica por que o episódio dos Campos Gerais recebe uma denominação específica e, ao mesmo tempo, fica fora da tabela utilizada pelo Simepar para contabilizar os demais tornados.

Mesmo sendo considerado de baixa intensidade, o fenômeno chama atenção pela aparência e pela rapidez com que se forma e desaparece. No caso registrado nesta quinta-feira, a circulação durou pouco tempo e não houve relato, nas informações divulgadas até o momento, de danos provocados pela ocorrência.