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Paraná

Pesquisadores da UFPR vão mapear áreas de risco de enchentes em Morretes

Morretes, no Litoral do Paraná, começou a utilizar drones com tecnologia de mapeamento a laser para identificar áreas vulneráveis a enchentes, alagamentos e enxurradas. O levantamento, realizado em parceria com a UFPR, vai analisar oito áreas de risco e subsidiar o planejamento de medidas de prevenção contra desastres.

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A cidade de Morretes, no Litoral do Paraná, começou a utilizar drones equipados com tecnologia de mapeamento a laser para identificar regiões mais vulneráveis a enchentes, alagamentos e enxurradas. O levantamento vai analisar oito áreas de risco do município.

O trabalho é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Morretes e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O objetivo é identificar os locais que precisam de maior atenção e ajudar o poder público a planejar medidas de prevenção contra desastres provocados pelas chuvas.

Nesta primeira etapa, uma aeronave não tripulada sobrevoou áreas da cidade para coletar informações detalhadas sobre o relevo e as características do terreno.

O equipamento utilizado no levantamento conta com a tecnologia LiDAR, que usa pulsos de laser para medir distâncias e produzir mapas tridimensionais de alta precisão.

Na prática, a ferramenta permite criar uma representação detalhada do terreno, incluindo diferenças de altitude e características que influenciam o caminho percorrido pela água da chuva.

Esses dados serão utilizados por pesquisadores da UFPR para desenvolver simulações que ajudem a identificar onde a água pode se acumular ou avançar durante episódios de chuva intensa.

O estudo será conduzido pelo Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Ambientais (LAGEAMB), vinculado ao Departamento de Geografia da universidade.

Oito áreas de Morretes serão analisadas

O levantamento contempla oito áreas consideradas de risco, distribuídas por diferentes bairros, principalmente na região urbana de Morretes.

Com as informações coletadas, os pesquisadores vão desenvolver modelos hidrológicos e hidrodinâmicos, capazes de simular o comportamento da água em diferentes situações.

O geógrafo Marcelo Ng Wei Ban Hung, representante do laboratório da UFPR, explica que o trabalho vai permitir identificar com maior precisão os locais mais vulneráveis.

“Com esses mapeamentos, o município vai ter um maior detalhamento das áreas com maior risco, permitindo identificar quais são as áreas prioritárias para tratar exatamente dessa temática de riscos hidrológicos”, afirmou.

A pesquisa vai considerar três tipos principais de ocorrências: inundações, quando a água de rios e cursos d’água ultrapassa seus limites; alagamentos, caracterizados pelo acúmulo de água em ruas e outros espaços; e enxurradas, que envolvem o escoamento rápido e intenso da água da chuva.

Estudo vai ajudar a definir ações de prevenção

Os resultados vão integrar o Plano Municipal de Redução de Risco, elaborado por meio de um acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura de Morretes e a UFPR.

O documento deverá servir de base para o planejamento de ações preventivas, a definição de áreas prioritárias e o aprimoramento das estratégias de resposta a eventos climáticos.

Segundo o secretário municipal de Resiliência Climática e Defesa Civil, Anderson Ferreira, o plano busca ampliar a segurança da população.

“É um plano muito importante, porque mostra para a sociedade, de uma maneira organizada, que Morretes não é apenas uma cidade turística, uma cidade bonita, inserida na Mata Atlântica, mas também uma cidade segura”, declarou.

A Prefeitura não informou uma data para a conclusão do estudo. Com o levantamento, o município pretende conhecer melhor as áreas expostas aos efeitos das chuvas intensas e utilizar os dados técnicos para orientar futuras medidas de prevenção e proteção dos moradores.