A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de um menino de 12 anos após um acidente ocorrido durante uma brincadeira entre estudantes de uma escola estadual de Castro, nos Campos Gerais do Paraná. Luigi Gabriel da Cruz Sales ficou internado por mais de uma semana depois de se ferir e morreu neste sábado (4).
De acordo com o delegado Marcondes Ribeiro, responsável pelo caso, a investigação ainda está em fase preliminar. Entre os pontos analisados está a possibilidade de ter ocorrido algum ato infracional por parte dos adolescentes envolvidos ou se o resultado morte não poderia ser previsto no momento da brincadeira.
Segundo as informações repassadas à polícia, Luigi participava de uma dinâmica com outros estudantes quando acabou caindo e atingindo o corpo contra o chão. A brincadeira envolvia três alunos. Um deles ficava sentado, enquanto os outros dois seguravam seus braços, um de cada lado, e o levantavam. Durante a atividade, Luigi teria caído de frente, sofrendo ferimentos graves.
Após o acidente, o menino recebeu atendimento médico e permaneceu internado. Ele morreu neste sábado, após mais de uma semana hospitalizado.
Depoimentos já começaram
A Polícia Civil informou que familiares da vítima, funcionários da escola e policiais militares estão entre as pessoas que serão ouvidas na Delegacia de Castro.
Os depoimentos devem ajudar os investigadores a reconstruir a sequência dos acontecimentos, desde o momento da brincadeira até o atendimento prestado ao menino após a queda.
A polícia também requisitou os prontuários médicos de Luigi na UPA de Castro e no Hospital Regional de Ponta Grossa. Os documentos serão analisados para auxiliar na compreensão da evolução do quadro clínico da vítima.
Necropsia deve apontar causa da morte
Outro procedimento solicitado pela investigação é o exame de necropsia. O objetivo é esclarecer a causa da morte e verificar quais lesões ou condições médicas contribuíram para o óbito.
Segundo o delegado, os laudos e demais exames ainda não foram entregues à Polícia Civil. Por isso, neste momento, não há uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias que levaram à morte do adolescente.
Polícia apura atendimento após o acidente
Além da dinâmica da queda, os investigadores também verificam se houve falha no atendimento prestado depois que o menino se machucou.
Uma das linhas de apuração é verificar se houve uma suposta recusa de envio de ambulância até a escola. A Polícia Civil também analisa se houve possível negligência por parte de servidores da instituição de ensino na busca por atendimento médico para o estudante.
A investigação também possui um vídeo que registra o momento do acidente. O material, porém, não será divulgado pela Polícia Civil. Segundo o delegado, as imagens mostram diversos adolescentes e, por isso, não podem ser repassadas em razão das regras de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O conteúdo deverá ser analisado exclusivamente dentro da investigação.



