O prefeito Eduardo Pimentel e o governador Ratinho Junior apresentaram nesta segunda-feira (14) o projeto do novo Viaduto do Orleans, sobre a BR-277, em Curitiba. A obra pretende resolver um gargalo de trânsito antigo na região e melhorar a ligação entre os bairros Orleans, Santa Felicidade e Campo Comprido.
O que está previsto
O projeto contempla um segundo viaduto, paralelo à estrutura já existente, ligando a Avenida Toaldo Túlio à Rua Professor João Falarz por cima da BR-277. A obra inclui ainda ajustes nas alças de acesso à rodovia e a criação de um sistema binário, com a continuidade da Rua Monsenhor Boleslau Falarz e a abertura de uma nova via paralela à Vereador Toaldo Túlio.
Hoje, o viaduto atual — construído nos anos 1970 — concentra os dois sentidos da BR-277 numa única estrutura. Com a obra, cada sentido passa a ter sua própria pista, com três faixas cada, o que deve ampliar a capacidade de tráfego na região.
Quem paga a conta
Os R$ 80 milhões da obra estão divididos entre dois investimentos. A construção do novo viaduto, orçada em R$ 45,2 milhões, ficará a cargo da Ecorodovias, como parte de um acordo judicial com o governo estadual. Já a Prefeitura entra com R$ 40 milhões pelo programa PRO Curitiba — R$ 25 milhões em obras de infraestrutura e R$ 15 milhões em desapropriações necessárias para abrir as novas ruas.
O acordo que viabilizou o financiamento envolveu discussões sobre antigas concessões rodoviárias, com participação do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Justiça Federal, Procuradoria-Geral do Estado e do DNIT, entre outros órgãos.
Prazos
A previsão é de 18 a 24 meses de obras, com início das intervenções físicas esperado para o começo do ano que vem. Segundo o prefeito, o projeto foi pensado para não interromper o fluxo da BR-277 durante a construção.
Além do viaduto, a Prefeitura vai implantar um binário de aproximadamente 2,1 km na região, que inclui a extensão da Avenida Vereador Toaldo Túlio e o prolongamento da Rua Padre Paulo Warkocz até a Rua Padre Viriato Pigot de Souza. O projeto básico da obra foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).



