Médicos, dentistas e veterinários de Curitiba já podem pedir pela internet a numeração das receitas de medicamentos controlados. O sistema faz parte do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR), criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e foi implantado na cidade pela Vigilância Sanitária municipal. Ele vale para profissionais das redes pública e privada.
A receita eletrônica não substitui a de papel. Os receituários físicos, azul e amarelo, continuam valendo. A versão digital é uma opção a mais.
Quais receitas entram
O sistema vale para as receitas de medicamentos controlados das listas A, B e B2, além de retinoides e talidomida.
As receitas de remédios da lista C1 e de antibióticos ficam de fora, porque já recebem a numeração automaticamente nas próprias plataformas de prescrição. Para elas, não é preciso fazer o pedido à Vigilância Sanitária.
Como funciona
O pedido é feito pelo próprio profissional, como pessoa física. Clínicas e outros estabelecimentos não podem pedir.
A liberação não é automática. A Vigilância Sanitária tem até 30 dias para analisar cada pedido. “Importante ressaltar que essa solicitação online não é automática, imediata”, diz a diretora do Centro de Saúde Ambiental da Prefeitura, Francielle Dechatnek.
Em cada pedido, a quantidade máxima de numerações liberadas é:
- 500 para receitas do tipo A
- 1.000 para receitas do tipo B
- 500 para B2 e retinoides
- 40 para talidomida
Segundo a Prefeitura, o sistema permite acompanhar todo o caminho da receita: da emissão até a entrega do remédio na farmácia e a baixa no sistema. Para a diretora, a novidade amplia “a segurança e a facilidade na prescrição eletrônica”.
A medida faz parte da Política Municipal de Saúde Digital, criada por decreto em julho deste ano.



