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Saúde

HC alerta para conversa sobre doação de órgãos em vida

No HC-UFPR, 8 das 11 famílias entrevistadas até agosto autorizaram a doação, mas decisão depende dos familiares.

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A decisão de doar órgãos acontece depois da morte, mas a conversa que pode ajudar a família a tomar essa decisão precisa acontecer antes. No Hospital de Clínicas da UFPR, 8 das 11 famílias entrevistadas pela equipe responsável pela doação de órgãos até agosto deste ano autorizaram a retirada, o equivalente a 72,7%.

A autorização da família é obrigatória no Brasil, mesmo quando o paciente já havia manifestado em vida o desejo de ser doador. Por isso, a equipe do HC destaca a importância de falar sobre o assunto previamente. “Os únicos responsáveis pela autorização da doação de órgãos são os familiares do paciente. E estes, sempre tentam resgatar o que o paciente desejava e expressava em vida. Por isso a importância de se ter esta conversa previamente”, explica a médica Valeria Patricia Vieira de Sousa, coordenadora da equipe de doação de órgãos do hospital.

Em 2025, o HC teve 19 autorizações para doação. O trabalho da equipe começa quando há um possível doador e inclui o acompanhamento do protocolo de morte encefálica, o apoio aos profissionais que atendem o paciente e o acolhimento da família. Depois da confirmação da morte encefálica e da autorização familiar, os órgãos são avaliados e destinados a pacientes que aguardam transplante, seguindo a organização do Sistema Nacional de Transplantes.

Uma única doação pode beneficiar vários pacientes. Podem ser aproveitados coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino, córneas, válvulas, ossos, tendões e pele. No HC-UFPR são realizados transplantes de fígado, rim e córnea. O hospital também realiza transplante de medula óssea, mas nesse caso o doador é uma pessoa viva.