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Saúde

Paraná pode ter 45,9 mil novos casos de câncer em 2026, aponta INCA

Estado tem estimativa de 45.910 novos diagnósticos em 2026, segundo o INCA; em Curitiba, são previstos 7.630 casos.

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O Paraná deve registrar 45.910 novos casos de câncer em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028. O número representa uma média de aproximadamente 126 novos diagnósticos por dia, ou um caso a cada 11 minutos. Em Curitiba, a estimativa é de 7.630 novos casos, o equivalente a cerca de 16,6% do total previsto para o estado.

Os números consideram todos os tipos de neoplasias malignas, incluindo o câncer de pele não melanoma. O INCA utiliza dados dos Registros de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informação sobre Mortalidade para elaborar as estimativas. Na edição atual, referente ao período de 2026 a 2028, o instituto também realizou ajustes metodológicos para aprimorar a precisão dos dados.

Diante desse cenário, a identificação da doença em estágios iniciais pode facilitar o tratamento. O rastreamento é realizado em grupos específicos da população e busca identificar alterações antes do aparecimento de sintomas, mas a indicação dos exames depende de fatores como idade, histórico familiar e risco individual.

Quais exames ajudam na detecção precoce?

Entre os exames utilizados no rastreamento estão a mamografia, relacionada à detecção do câncer de mama, e os exames para identificação de alterações no colo do útero, como o Papanicolau. Para o câncer colorretal, o INCA aponta a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames endoscópicos, como a colonoscopia, entre as estratégias utilizadas de acordo com o perfil do paciente.

A avaliação da próstata também pode envolver exames como o PSA e o toque retal, conforme indicação médica. Para pessoas com histórico de tabagismo que se enquadrem nos critérios clínicos, a tomografia computadorizada de baixa dose pode ser utilizada na avaliação para rastreamento do câncer de pulmão.

A médica oncologista do Hospital São Vicente, Rayssa Sena, destaca que a identificação de alterações suspeitas pode permitir que a investigação e o tratamento sejam iniciados mais rapidamente.

“Quando identificamos lesões suspeitas, conseguimos encaminhar o paciente rapidamente para investigação e, se necessário, para o tratamento adequado. Quanto mais cedo o câncer é diagnosticado, maiores são as chances de utilizar terapias menos agressivas, reduzindo a necessidade de procedimentos mais invasivos e o risco de sequelas”, explica.

Rastreamento não é igual para todo mundo

A realização de exames preventivos não segue uma única regra para toda a população. A necessidade e a periodicidade dos exames variam de acordo com o tipo de câncer, idade, histórico familiar, sintomas e outros fatores de risco.

O próprio INCA ressalta que o rastreamento é direcionado a grupos populacionais específicos porque os exames também podem apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, além de riscos de sobrediagnóstico e sobretratamento. Por isso, a indicação deve considerar os benefícios e possíveis riscos para cada grupo.

No caso do câncer colorretal, por exemplo, o instituto diferencia pessoas de risco habitual daquelas com histórico pessoal ou familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas. A estratégia de acompanhamento, portanto, pode mudar conforme o perfil do paciente.

Curitiba concentra 7.630 casos estimados

Dos 45.910 casos de câncer estimados para o Paraná, 7.630 estão previstos para Curitiba. O número inclui diferentes tipos de tumores e também os casos de câncer de pele não melanoma.

Na capital, a estimativa do INCA aponta 5.240 casos de câncer, sem considerar os tumores de pele não melanoma, enquanto outros 2.390 casos correspondem a esse tipo de câncer. Somados, os números chegam aos 7.630 casos estimados para Curitiba.

Novo centro oncológico reúne atendimento em Curitiba

Desde o início de agosto, o Hospital São Vicente passou a concentrar diferentes etapas do atendimento oncológico em um novo centro em Curitiba. A estrutura reúne consultas, exames diagnósticos, tratamentos por infusão e acompanhamento clínico.

Segundo o hospital, a proposta também inclui uma equipe multiprofissional para acompanhar os pacientes ao longo das diferentes etapas do tratamento.

“Nosso objetivo é oferecer um cuidado oncológico completo, com atendimento especializado e uma equipe preparada para acompanhar o paciente em diferentes momentos do tratamento. Ao concentrar os serviços em um só lugar, buscamos proporcionar mais segurança, comodidade e acolhimento durante toda essa jornada”, afirma Rayssa Sena.

Números do câncer no Paraná

  • 45.910: novos casos estimados no Paraná em 2026
  • 126: média de novos diagnósticos por dia
  • 1: caso estimado a cada aproximadamente 11 minutos
  • 7.630: casos estimados em Curitiba
  • 30.650: casos estimados no estado, excluindo câncer de pele não melanoma
  • 15.260: casos estimados de câncer de pele não melanoma no Paraná

Os dados são do INCA e fazem parte das estimativas para o triênio 2026-2028.