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Curitiba

Curitiba tem 81,5% das moradias com até dois quartos

Infraestrutura básica atende mais de 94% dos domicílios da capital.

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Na terceira reportagem da série especial “Curitiba pelos números: economia, renda e desafios da capital”, o Portal Populari mostra como a infraestrutura e o planejamento urbano ajudam a explicar o perfil das moradias em Curitiba. Dados do Ipardes apontam que 81,51% das habitações da cidade têm no máximo dois dormitórios. Ao mesmo tempo, a maior parte dos domicílios conta com água, esgoto, coleta de lixo e energia elétrica pela rede geral.

Os dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR 2025), realizada pelo Ipardes, mostram que 96,19% dos domicílios particulares permanentes ocupados de Curitiba recebem água pela rede geral de distribuição. O esgoto ligado à rede geral de coleta atende 94,40% das residências. A coleta de lixo alcança 99,94% dos domicílios e 98,62% têm iluminação elétrica pela rede geral.

Os índices de infraestrutura também aparecem no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Curitiba ocupa a 5ª colocação entre os municípios brasileiros e aparece em primeiro lugar entre as capitais, com 71,29 pontos. No item Moradia, a cidade alcançou 90,22 pontos.

Maioria das moradias tem até dois quartos

O perfil das moradias acompanha a forma como a cidade foi ocupada e planejada ao longo dos anos. Curitiba concentrou parte do crescimento urbano ao longo de eixos de transporte coletivo, com maior oferta de serviços e comércio em áreas próximas aos corredores estruturais.

Bairros como Água Verde, Cabral e Centro Cívico estão entre as regiões integradas a esses eixos. Nessas áreas, a maior concentração de serviços e a valorização do espaço urbano ajudaram a estimular a construção de prédios e de apartamentos menores. Os números do Ipardes mostram esse perfil. Ao todo, 81,51% das habitações de Curitiba têm no máximo dois dormitórios. São 40,84% com dois quartos e 40,67% com apenas um quarto.

Curitiba concentra moradias, serviços e infraestrutura em áreas próximas aos principais eixos de transporte da cidade.

As moradias com três dormitórios representam 16,49% do total. Já as unidades com quatro ou mais quartos correspondem a 1,99%. O tamanho das moradias também acompanha o número de pessoas que vivem nelas. Segundo o levantamento, 32,02% dos domicílios de Curitiba são ocupados por duas pessoas. Outros 17,52% são formados por apenas um morador. Somados, os dois grupos representam 49,54% dos domicílios da capital.

Infraestrutura também influencia onde as pessoas moram

A concentração de serviços e a estrutura de transporte também ajudam a explicar a relação de Curitiba com os municípios da Região Metropolitana. Segundo o Ipardes, 50,88% dos moradores da capital vivem em imóveis próprios já quitados, herdados ou recebidos por doação. Outros 12,40% moram em imóveis financiados e 30,47% vivem em imóveis alugados.

O planejamento urbano e as regras de zoneamento definem onde novas moradias podem ser construídas e ajudam a orientar o crescimento da cidade. Parte desse crescimento ultrapassa os limites de Curitiba e chega aos municípios da Região Metropolitana. Nessas áreas, a estrutura urbana pode ser diferente da encontrada na região central da capital, com diferenças em calçadas, pavimentação e sistemas de captação de água da chuva.

A diferença entre onde as pessoas moram e onde trabalham também aparece nos deslocamentos diários. A renda média domiciliar per capita em Curitiba é de R$ 4.010,06. Na Região Imediata, excluindo a capital, a média é de R$ 2.108,32. Esse cenário ajuda a explicar o deslocamento pendular, quando moradores de cidades vizinhas precisam se deslocar diariamente para Curitiba para trabalhar ou utilizar serviços. Com isso, o sistema viário e o transporte coletivo da capital também absorvem parte do movimento de pessoas que vivem fora do município.

Outro dado do levantamento mostra a presença da internet nas moradias: 96,34% das residências têm acesso à banda larga. Os números mostram, portanto, uma cidade com ampla cobertura de serviços básicos, mas também com um perfil habitacional marcado por imóveis menores e por uma forte concentração de moradores em áreas conectadas à rede de transporte e aos serviços urbanos.