Curitiba começa a preparar uma nova etapa do sistema de transporte coletivo com a implantação de sete estações Prisma Solar ao longo do trajeto do Novo Inter 2. A previsão é de que os primeiros trabalhos tenham início ainda em outubro, começando pela estação Salgado Filho, no Uberaba. Na sequência, serão construídas as unidades Detran, no Tarumã, e Mercês.
O planejamento das obras foi apresentado na sexta-feira (2), durante uma reunião que marcou oficialmente o início da preparação para os serviços. Representantes das empresas responsáveis pela construção e pela supervisão, além de equipes técnicas da Prefeitura de Curitiba, participaram do encontro.

As novas estruturas serão instaladas em substituição às atuais estações-tubo em sete pontos específicos da cidade: Detran, Mercês, Salgado Filho, Teffé, Praça das Nações, Praça da Bandeira e Jardim das Américas.
Estruturas terão geração própria de energia
O modelo Prisma Solar foi projetado para oferecer uma estrutura diferente das tradicionais estações-tubo. Os módulos contarão com climatização, iluminação em LED e painéis para geração de energia solar.
A proposta é que as unidades tenham autonomia energética, com uso de energia fotovoltaica. O desenho de cada estação também será adaptado às características do terreno onde será instalada, levando em conta fatores como vegetação, topografia e fluxo de passageiros.
Além da estrutura para embarque e desembarque, o projeto prevê recursos voltados à integração com outros meios de transporte. Entre eles estão espaços para bicicletas compartilhadas, áreas destinadas à parada de veículos de aplicativos e calçadas com recursos de acessibilidade.
As novas estações também estarão conectadas aos sistemas de monitoramento da Urbanização de Curitiba (Urbs) e do Hipervisor Urbano.
Primeira unidade foi inaugurada em 2024
O modelo começou a ser utilizado na cidade em maio de 2024, quando Curitiba inaugurou a estação Agrárias, no Cabral. A estrutura serviu como referência para a expansão do conceito dentro do projeto do Novo Inter 2.
O programa conta com financiamento de US$ 133,4 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de recursos de contrapartida do município.
A licitação para as sete novas estações foi lançada pela Prefeitura em maio de 2026 e dividida em dois lotes. O primeiro contempla a construção dos módulos e teve como vencedora a empresa Conex Construções e Empreendimentos, com proposta de R$ 16,224 milhões, valor 16% abaixo do previsto no edital.
O segundo lote envolve obras complementares de infraestrutura viária nas estações Teffé, Praça das Nações, Praça da Bandeira e Jardim das Américas. O contrato tem valor máximo de R$ 12,3 milhões e, atualmente, está na etapa de análise da proposta apresentada pela empresa convocada.
Obras devem avançar ao longo de 12 meses
A instalação das estruturas terá prazo de até 12 meses, contado a partir da emissão da Ordem de Serviço. Já as intervenções de requalificação viária previstas no segundo lote deverão ser executadas em até oito meses após a autorização para o início dos trabalhos.
A Prefeitura ainda não divulgou as datas em que as atuais estações-tubo serão desativadas nem quando cada nova estação começará a receber passageiros. Segundo o município, essas informações serão comunicadas posteriormente aos usuários.
A condução do projeto é feita pela Unidade Técnico-Administrativa de Gerenciamento (Utag), responsável pela gestão do contrato firmado entre Curitiba e o BID. Também participam da execução representantes da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), da Urbs e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
As intervenções fazem parte do Novo Inter 2, projeto integrado ao PRO Curitiba, programa municipal que prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões até 2028 em áreas como mobilidade, infraestrutura, habitação, saúde, educação e cultura.



