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Economia

Black Friday 2026: especialistas alertam para descontos falsos

A Black Friday 2026 será realizada em 27 de novembro, mas consumidores já podem começar a comparar preços para evitar descontos falsos e golpes. Especialistas recomendam acompanhar o histórico dos valores, verificar a segurança das lojas e considerar frete e juros antes de comprar. Veja cinco cuidados para aproveitar as promoções sem comprometer o orçamento.

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Faltando menos de um mês para a Black Friday 2026, marcada para 27 de novembro, consumidores já podem começar a monitorar os preços dos produtos que pretendem comprar. A pesquisa antecipada é uma das principais recomendações de especialistas para evitar falsas promoções, golpes pela internet e dívidas que podem comprometer o orçamento.

O alerta ganha importância diante do endividamento das famílias brasileiras, que atingiu cerca de 82%, segundo dados citados em levantamento sobre o cenário econômico.

Além disso, uma pesquisa que acompanhou os preços de 2.373 produtos durante a Black Friday de 2025 apontou que aproximadamente 45% dos itens analisados não ofereceram economia real aos consumidores.

Como saber se o desconto é verdadeiro?

O economista Alan Sales da Fonseca, CFO do Grupo Integrado de Campo Mourão, no Paraná, explica que o consumidor deve começar a comparar os preços semanas antes da data promocional.

“É muito importante checar o preço de referência do produto antes da Black Friday e ver quanto ele custava. Isso porque algumas empresas inflam os valores dias antes para simular reduções que podem enganar o consumidor”, alerta.

A orientação é anotar o preço, a loja e a data da consulta, além de guardar capturas de tela das ofertas.

Na hora da compra, também é necessário considerar o frete e possíveis juros do parcelamento. Um desconto aparentemente vantajoso pode deixar de compensar quando todos os custos são somados.

Golpes na Black Friday

Outro risco durante o período de promoções são as fraudes digitais.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta para páginas falsas que imitam lojas conhecidas, perfis fraudulentos nas redes sociais e links suspeitos enviados por mensagens.

Ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado, especialmente quando exigem pagamento imediato, devem ser vistas com desconfiança.

Antes de finalizar uma compra, é importante conferir o endereço do site, verificar os dados da empresa e evitar acessar lojas por links recebidos de desconhecidos.

Parcelamento pode transformar desconto em dívida

Segundo o economista, um dos erros mais comuns é avaliar apenas o valor da prestação, sem considerar o preço final do produto.

“O brasileiro foca muito no valor da prestação e não na quantia total. A parcela pequena dá a sensação de que a compra ‘cabe’, mesmo quando o total extrapola o limite”, explica Fonseca.

O especialista recomenda estabelecer um limite de gastos antes de começar as compras e evitar comprometer a renda dos próximos meses.

Para quem já possui dívidas com juros elevados, especialmente no cartão de crédito, a prioridade deve ser organizar as finanças e buscar a renegociação dos débitos.

Em agosto de 2026, a taxa média de juros do rotativo do cartão chegou a 444,9% ao ano, segundo dados do Banco Central citados pelo economista.

Top 5 dicas para comprar com segurança

  • Pesquise antes: acompanhe os preços dos produtos desejados e guarde registros para identificar descontos reais.
  • Estabeleça um orçamento: determine quanto pode gastar sem prejudicar o pagamento das contas.
  • Confira o valor final: considere frete, juros, prazo de entrega e o custo total das parcelas.
  • Desconfie de ofertas exageradas: verifique a reputação da loja, o CNPJ e a segurança do site.
  • Evite compras por impulso: se o produto não estava nos planos, espere pelo menos 24 horas antes de decidir.

Quais são os direitos do consumidor na Black Friday?

As regras do Código de Defesa do Consumidor também valem durante a Black Friday.

Nas compras realizadas pela internet ou por telefone, o consumidor tem direito de desistir da aquisição em até sete dias após o recebimento do produto, sem precisar apresentar justificativa.

Já nas lojas físicas, a troca por preferência pessoal, como cor ou tamanho, depende da política do estabelecimento. Em caso de defeito, aplicam-se as garantias previstas em lei.

Se houver problemas com a oferta ou com a entrega e a loja não apresentar uma solução, o consumidor pode procurar o Procon ou registrar uma reclamação na plataforma Consumidor.gov.br.

Para Alan Sales da Fonseca, o mais importante é não confundir desconto com necessidade de compra.

“A melhor oferta é sempre aquela que cabe no orçamento sem comprometer os meses seguintes”, conclui.