O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, na noite desta terça-feira (8), por 4 votos a 3, que o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) está elegível para disputar o Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026. Com o resultado, a Corte confirmou o registro da candidatura e rejeitou os pedidos de impugnação apresentados contra ele.
A relatora do processo, juíza Vanessa Jamus Marchi, votou favoravelmente à candidatura. Em voto que durou cerca de três horas, ela argumentou que as condições de elegibilidade devem ser avaliadas a cada eleição, com base nos fatos e provas específicos daquele pleito — e que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato de deputado federal de Dallagnol em 2023, não se aplica automaticamente às eleições de 2026.
O caso tem origem na cassação de 2023, quando o TSE entendeu que Dallagnol deixou o cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2021, antes da conclusão de processos disciplinares que poderiam resultar em demissão. A defesa sustenta que não havia, à época da exoneração, processo administrativo disciplinar formalmente instaurado contra ele.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) já havia se manifestado, em pareceres assinados pelo procurador regional eleitoral Marcelo Godoy, pela validade da candidatura, considerando que a saída do MPF não impede a disputa em 2026.
A impugnação contra o registro de Dallagnol havia sido apresentada pela coligação “Paraná para Todos”, formada por PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV), Federação PSOL Rede e Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade). Ainda cabe recurso da decisão ao TSE.
Após o julgamento, Dallagnol concedeu entrevista coletiva à imprensa, ao lado do candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) e do candidato ao Senado Filipe Barros (PL), entre outras lideranças do grupo político. Sobre a decisão, o candidato afirmou: “sempre afirmei que estava elegível e que saí do Ministério Público Federal para combater, na política, a corrupção e os abusos dos donos do poder”.



