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Segurança

Suspeito de matar estudante é investigado por outro crime

Caçula de três irmãs, Thaissa estava na reta final da graduação em Nutrição e planejava prestar outro vestibular após concluir o curso.

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O homem suspeito de matar a estudante de nutrição Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, morta a facadas em Londrina, é investigado por um segundo crime. Uma moradora da região procurou a polícia após reconhecê-lo e relatar suspeita de que ele possa ser o responsável por uma invasão à sua casa em agosto, quando uma câmera foi encontrada escondida na residência. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apura se há relação entre os dois casos.

Relembre o caso

Thaissa, de 21 anos, foi morta a facadas na tarde de sexta-feira (11), após reagir a uma tentativa de estupro. A jovem, estudante do último período de Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil), havia sido recentemente contratada para distribuir panfletos em frente a uma academia ainda não inaugurada, na zona leste da cidade. O suspeito, identificado como Gabriel, também de 21 anos, a abordou pedindo para conhecer o espaço, e a tentativa de estupro ocorreu no estacionamento do local.

Após o crime, ele deixou o local ferido na mão e disse a moradores próximos que havia sido vítima de um assalto — versão que não convenceu quem o socorreu. Funcionários da academia encontraram manchas de sangue no estabelecimento e acionaram a polícia, que localizou o corpo da jovem. Questionado, o suspeito confessou o crime e foi preso em flagrante, autuado por homicídio qualificado consumado e tentativa de estupro.

Quem era Thaissa

Caçula de três irmãs, Thaissa estava na reta final da graduação e planejava prestar outro vestibular após concluir o curso. O velório e o sepultamento aconteceram no sábado (12), em Londrina.

Repercussão

Em nota, a Prefeitura de Londrina lamentou a morte da estudante e reforçou seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher na cidade. O UniFil e o Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem-UEL) também se manifestaram, destacando a trajetória e os vínculos construídos por Thaissa. Familiares cobram justiça e medidas de proteção às mulheres diante do crime.