Atualizado às 18h05
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h só vale para os locais em que as urnas ainda não tinham sido fechadas. Mais cedo, ele tinha determinado que a votação fosse estendida em todo o país. Enquanto isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a totalização dos votos.
No esclarecimento, Zanin diz que recebeu informações do TSE de que as urnas foram fechadas às 17h, horário previsto. Nos locais em que isso já tinha acontecido, os votos vão ser contados e totalizados normalmente.
“Determino que a decisão seja cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas, com a posterior totalização dos votos nas condições enunciadas, sendo que, nas urnas que já foram fechadas, os votos serão computados e totalizados”, escreveu o ministro.
Zanin também afirmou que os fatos podem ser apurados depois, com as “consequências jurídicas” que couberem.
Como está no Paraná
No Paraná, 87,4% dos locais de votação já tinham encerrado a votação às 18h03.
Em comunicado, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou que aguarda uma orientação do TSE sobre a prorrogação. Enquanto isso, os eleitores que estão na fila continuam sendo atendidos. Os dados das seções que já fecharam estão sendo enviados, mas a totalização, a soma dos votos, foi suspensa pelo TSE.
Segundo o TRE-PR, novas informações vão ser divulgadas assim que houver uma posição do TSE.
Por que houve a prorrogação
Zanin é o relator de uma reclamação apresentada ao STF sobre a falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. A ação alegava que as prefeituras descumpriram uma decisão anterior do Supremo, que obriga o poder público a garantir transporte gratuito no dia da eleição.
No esclarecimento, o ministro diz que deu a liminar porque “as duas candidaturas que disputam as eleições presidenciais no segundo turno alegaram problemas no transporte de eleitores”.
Os pedidos das campanhas
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) tinham pedido ao TSE a ampliação do horário em parte do país.
O pedido de Flávio incluía 17 cidades de três estados. No Paraná, estavam Curitiba e Guaratuba. Segundo a defesa do candidato, a chuva, os alagamentos, as estradas bloqueadas e a falta de energia dificultaram a ida dos eleitores às urnas.
A campanha de Lula apontou problemas no transporte gratuito em nove estados, incluindo o Paraná, e na cidade de São Paulo, como frota reduzida de ônibus e filas de mais de uma hora.



