Atualizado às 17h20
A votação do segundo turno vai até as 19h, horário de Brasília, em todas as seções eleitorais do país. A prorrogação de duas horas foi determinada neste domingo (25) pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação estava marcada para terminar às 17h.
A decisão vale para todo o Brasil, incluindo Curitiba e o restante do Paraná. O cumprimento cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Por que Zanin decidiu
Zanin é o relator de uma reclamação apresentada ao STF pela campanha de Lula (PT). A ação apontava falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, e alegava que as prefeituras descumpriram uma decisão anterior do Supremo. Essa decisão obriga o poder público a garantir transporte gratuito no dia da eleição, com a mesma frequência dos dias úteis.
Segundo o jornal O Tempo, Zanin citou a gravidade dos fatos e a urgência da medida para estender o horário em todo o país.
Os pedidos das campanhas
Antes da decisão, as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) tinham pedido ao TSE que o horário fosse ampliado em parte do país.
O pedido de Flávio incluía 17 cidades de três estados. No Paraná, estavam Curitiba e Guaratuba. Segundo a defesa do candidato, a chuva, os alagamentos, as estradas bloqueadas e a falta de energia dificultaram a ida dos eleitores às urnas. A campanha diz que 3.745 eleitores tiveram suas seções transferidas nas duas cidades paranaenses. Ela também pediu que o resultado só fosse divulgado depois do fim da votação nos locais afetados.
A campanha de Lula apontou problemas no transporte gratuito em nove estados, incluindo o Paraná, e na cidade de São Paulo, como frota reduzida de ônibus e filas de mais de uma hora. “Estamos pedindo a prorrogação para que as pessoas tenham direito a votar”, disse Lula.
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia mandou prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade, depois de constatar que menos da metade da frota de ônibus estava circulando.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ainda não tinha decidido sobre os pedidos quando saiu a decisão de Zanin.



