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Paraná

PF faz megaoperação contra tráfico de drogas e armas em 7 estados

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram a Operação IFRIT nesta quarta-feira (4), contra uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 500 milhões em cerca de dois anos. A investigação envolve tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e corrupção. São 76 mandados de busca e apreensão em sete estados, incluindo o Paraná.

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Uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal, deflagrada nesta quarta-feira (4), mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos com atividades relacionadas ao tráfico internacional de drogas e armas e à lavagem de dinheiro.

Batizada de Operação IFRIT, a ação cumpre 76 mandados de busca e apreensão em sete estados brasileiros, incluindo o Paraná. Ao todo, 450 policiais federais e 29 servidores da Receita Federal participam da ofensiva.

Segundo as investigações, o grupo criminoso teria ramificações em diferentes regiões do Brasil e no exterior, além de contar com a colaboração de agentes públicos e utilizar armamento de alto poder ofensivo.

Organização criminosa teria movimentado mais de R$ 500 milhões

De acordo com a Polícia Federal e a Receita Federal, as investigações identificaram uma estrutura criminosa que seria comandada por três irmãos, com participação de filhos, outros familiares e integrantes brasileiros e estrangeiros.

A organização atuaria, pelo menos desde 2018, no tráfico internacional de entorpecentes e armamentos, com divisão de tarefas entre lideranças, operadores financeiros, responsáveis pelo transporte e equipes de segurança armada.

As análises bancárias, fiscais e patrimoniais apontaram uma movimentação superior a R$ 500 milhões em cerca de dois anos de investigação.

Para ocultar a origem dos recursos, os suspeitos teriam utilizado empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e negócios simulados.

As autoridades também identificaram indícios de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

Paraná estaria na rota de distribuição de drogas e armas

Segundo as investigações, drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru.

As cargas entravam no Brasil pela região de fronteira de Mato Grosso do Sul e eram distribuídas para diferentes estados, especialmente Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

O território brasileiro também teria sido utilizado como ponto de armazenamento e transporte de drogas destinadas à Europa, principalmente Espanha e Portugal.

A investigação aponta ainda que o grupo mantinha vínculos operacionais com facções criminosas e teria cooptado agentes públicos para obter informações estratégicas e apoio às atividades ilegais.

Grupo utilizava drones, veículos blindados e armas de alto poder ofensivo

Outro ponto identificado pelos investigadores foi a estrutura de segurança mantida pela organização.

Segundo a Receita Federal, os suspeitos utilizavam drones, equipamentos de comunicação, veículos blindados e armamentos de elevado poder ofensivo.

O grupo também teria estruturas para abrigar integrantes armados e mecanismos de contrainteligência destinados a proteger as lideranças e dificultar o trabalho das autoridades.

Ao longo das investigações, apreensões de drogas, armas e munições em diferentes estados ajudaram a reunir elementos sobre a atuação da organização.

Operação IFRIT cumpre 76 mandados em sete estados

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

As ações acontecem nos seguintes estados:

  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Mato Grosso;
  • São Paulo;
  • Santa Catarina;
  • Rondônia;
  • Goiás.

A operação mobiliza 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e sete analistas tributários da Receita Federal.

O objetivo é interromper as atividades da organização, identificar e responsabilizar os envolvidos e apreender bens e valores suspeitos de origem criminosa.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

Até a divulgação das informações oficiais, não havia detalhamento sobre a quantidade de mandados cumpridos especificamente no Paraná nem sobre eventuais prisões realizadas durante a operação.