O Paraná terá, a partir de 2027, três senadores no mesmo campo político do governador eleito Sergio Moro (PL). A afirmação foi feita pelo senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) durante coletiva de imprensa na noite de domingo (4), no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Deltan e Filipe Barros (PL) foram eleitos para as duas vagas que estavam em disputa neste ano. A terceira cadeira será ocupada pelo primeiro suplente de Moro, o advogado Luis Felipe Cunha, do União Brasil, quando o atual senador deixar o cargo para assumir o governo do Paraná.
Moro foi eleito governador neste domingo, no primeiro turno, com 3.127.911 votos, 50,10% dos votos válidos. A saída do Senado abre a vaga para Luis Felipe Cunha, que vai completar o mandato iniciado por Moro, com término em 2031.
Durante a coletiva, Deltan afirmou que os três senadores estarão ao lado do novo governador na relação com o Congresso. “O governador Sergio Moro terá todo o apoio do Congresso, dos senadores em Brasília, estaremos ao lado dele”, disse.
Filipe Barros também falou sobre o alinhamento com o governador eleito. “Estaremos alinhados e livraremos o Paraná e o Brasil da corrupção, da ditadura de toga”, afirmou.
Como foi a relação dos senadores com os governos anteriores
A relação entre os senadores do Paraná e os governadores mudou de acordo com as alianças políticas de cada período.
No segundo mandato de Roberto Requião, entre 2007 e 2010, os senadores eram Alvaro Dias (PSDB), Flávio Arns (PT) e Osmar Dias (PDT). Nenhum dos três era aliado incondicional de Requião. Alvaro era adversário declarado. Flávio Arns mantinha posição independente. Osmar Dias, que havia sido interlocutor do governo no Senado, passou a ser adversário político depois da eleição de 2006.
No início do governo de Beto Richa, entre 2011 e 2014, os senadores eram Alvaro Dias, Gleisi Hoffmann e Roberto Requião. Os três eram apontados como oposição ao governador. Em 2014, Alvaro Dias passou a apoiar a reeleição de Richa, enquanto Gleisi e Requião permaneceram na oposição.
No primeiro mandato de Ratinho Junior, entre 2019 e 2022, os três senadores eram Alvaro Dias, Oriovisto Guimarães e Flávio Arns. Os três eram tratados como aliados do governo estadual.
Entre 2023 e 2026, a bancada passou a ser formada por Sergio Moro, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães. Moro chegou ao Senado no mesmo campo político de Ratinho Junior, mas os dois romperam politicamente durante o mandato. Na eleição de 2026, Moro disputou o governo contra Sandro Alex, candidato apoiado por Ratinho.
A composição que começa em 2027 será diferente. Filipe Barros e Deltan Dallagnol foram eleitos neste domingo e Luis Felipe Cunha assumirá a cadeira deixada por Moro.
Filipe Barros foi o mais votado
Filipe Barros (PL) foi o senador mais votado do Paraná neste domingo. Ele recebeu 3.148.583 votos, 27,25% dos votos válidos. Deltan Dallagnol (Novo) ficou em segundo lugar, com 2.904.594 votos, 25,14% dos votos válidos.
Os dois terão mandato de oito anos, de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2035. A situação de Deltan ainda depende de uma decisão definitiva do TSE. O registro da candidatura havia sido indeferido na véspera da eleição, mas uma decisão do presidente da Corte suspendeu os efeitos do indeferimento e permitiu que os votos fossem contabilizados.
Como fica a bancada do Paraná no Senado
A partir de 2027, o Paraná terá Filipe Barros (PL), Deltan Dallagnol (Novo) e Luis Felipe Cunha (União Brasil) no Senado. Barros e Deltan chegam à Casa por meio da eleição deste domingo. Cunha assume como primeiro suplente de Moro quando o senador deixar o cargo para tomar posse como governador.
Flávio Arns e Oriovisto Guimarães encerram os mandatos em janeiro de 2027. Moro também deixa o Senado, mas para assumir o governo do Paraná. Assim, a bancada paranaense terá dois senadores eleitos neste domingo e um suplente que assumirá a vaga de Moro.



