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Operação mira quadrilha suspeita de roubar mais de 2 mil cabeças de gado no Paraná

Grupo teria pelo menos 40 integrantes, mais de 340 vítimas e causado prejuízo superior a R$ 10 milhões

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Uma operação da Polícia Civil e da Polícia Militar mira, nesta quarta-feira (9), integrantes de uma quadrilha suspeita de roubar mais de 2 mil cabeças de gado no Noroeste do Paraná. Segundo a investigação, o grupo tem pelo menos 40 integrantes, mais de 340 vítimas registraram boletins de ocorrência e o prejuízo passa de R$ 10 milhões. São cumpridos 64 mandados judiciais, entre 17 de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão.

Cerca de 210 policiais participam da operação, que começou nas primeiras horas da manhã. 19 pessoas foram presas. As equipes também contam com cães de faro e helicópteros das duas forças de segurança. Os mandados são cumpridos em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

A investigação começou depois do furto de 29 cabeças de gado em uma propriedade rural de Alto Paraná, em 13 de agosto de 2025. A partir desse caso, os policiais passaram a cruzar informações sobre outros furtos registrados na região e chegaram à suspeita de que os crimes estavam ligados ao mesmo grupo.

Polícia cumpre mais mais de 60 mandados entre prisão e busca e apreensão; prejuízo chega a R$ 10 milhões

De acordo com a Polícia Civil, os primeiros casos atribuídos à quadrilha são de 2019. Ao longo de cerca de dez meses de investigação, os policiais identificaram uma divisão de tarefas entre os integrantes. Havia pessoas responsáveis por escolher as propriedades, outras que retiravam os animais, além de quem cuidava do transporte e da venda do gado.

A investigação aponta ainda que o grupo usava documentos falsos para fazer com que os animais roubados parecessem regulares. Depois, o gado era levado para receptadores e também colocado à venda em leilões.

A estimativa é de que mais de 2 mil animais tenham sido furtados desde 2019. O prejuízo superior a R$ 10 milhões considera parte dos casos identificados pela investigação na região Noroeste. Mais de 340 boletins de ocorrência foram registrados pelas vítimas nos últimos anos.

Os investigados podem responder por organização criminosa, furto qualificado de animais, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação, adulteração de sinal identificador de veículo, crimes contra a saúde pública e outros delitos que possam ser identificados durante a investigação.

Os mandados foram autorizados pela Justiça após pedido da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.