Ir para o conteúdo
Paraná sexta-feira 19°C Chuva
Newsletter
Assinar a newsletter
Paraná

Grupo Tigre teve oito acionamentos por sequestro em 2026

O Grupo Tigre, unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, completa 36 anos nesta sexta-feira (30). Segundo a corporação, todos os casos de sequestro em que a equipe atuou foram solucionados. Especializada em resgate de reféns e operações de alto risco, a unidade realizou 75 prisões no primeiro semestre de 2026.

Compartilhar: WhatsApp Threads

O Grupo Tigre, unidade de elite da Polícia Civil do Paraná (PCPR), chega aos 36 anos com uma marca importante: 100% dos casos de sequestro em que atuou foram solucionados, segundo a corporação. Especializada em resgate de reféns e operações de alto risco, a equipe também realizou 75 prisões somente no primeiro semestre de 2026.

O aniversário é celebrado nesta sexta-feira (30). Criado em 1990, o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) conta atualmente com 36 policiais civis e atua em operações de alta complexidade em todo o território nacional.

Além dos sequestros, o grupo participa de investigações contra o crime organizado, localização de foragidos e cumprimento de mandados de prisão em situações de maior risco.

rupo Tigre completa 36 anos com 100% de solução nos casos de sequestro. (Foto: PCPR)

Grupo Tigre realizou 75 prisões no primeiro semestre de 2026

Entre janeiro e junho deste ano, o Tigre realizou 75 prisões. Ao longo de 2026, a unidade também registrou oito acionamentos relacionados a casos de extorsão mediante sequestro.

Entre as operações de destaque está a captura de um homem de 45 anos, conhecido como “Bebezão”, apontado pela polícia como um dos principais traficantes do Litoral do Paraná.

Ele estava foragido desde 2023 e integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Foi localizado em junho, em Vila Velha, no Espírito Santo, onde, segundo as investigações, utilizava uma identidade falsa.

O grupo também participou, em agosto, da prisão de investigados pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Paraná.

As vítimas foram mortas em 2025, após serem atraídas para uma propriedade rural para tratar da cobrança de uma dívida de R$ 255 mil. Pai e filho investigados pelo crime foram encontrados no interior de São Paulo, após aproximadamente um ano de buscas.

Na operação, os policiais utilizaram um drone com câmera térmica para monitorar a tentativa de fuga dos suspeitos.

Outra atuação envolveu a localização de um homem investigado pelas mortes de duas primas de 18 anos, que desapareceram após saírem de Cianorte. O suspeito foi encontrado em Mandaguari, em agosto, no mesmo dia em que os corpos das jovens foram localizados em Paraíso do Norte.

Como funciona o Grupo Tigre?

A unidade é dividida em três equipes especializadas: negociação, apoio técnico e resgate.

Os negociadores buscam resolver situações com reféns por meio do diálogo. A equipe de apoio técnico reúne informações para orientar as operações, enquanto os policiais de resgate são responsáveis pelas intervenções táticas quando necessárias.

Para integrar o Tigre, os agentes precisam passar pelo Curso de Operações Táticas Especiais (Cote), que exige preparação física, psicológica e técnica.

Em 2026, o curso teve duração de 75 dias e formou 11 novos operadores.

Os treinamentos incluem tiro de precisão, rapel, mergulho, primeiros socorros e técnicas de atuação em ambientes de alto risco.

Tigre recebeu blindado de R$ 3,1 milhões em 2026

A unidade também utiliza equipamentos de alta tecnologia, como óculos de visão noturna, dispositivos de monitoramento e sistemas capazes de identificar a presença de pessoas através de paredes.

Em maio, o Tigre recebeu um blindado modelo Senator APC, adquirido por R$ 3,1 milhões pelo Governo do Paraná.

Segundo o delegado-chefe da unidade, Thiago Teixeira, a preparação dos policiais é fundamental para garantir a segurança durante as operações.

“Trabalhamos com situações em que uma decisão pode colocar vidas em risco, por isso nossos policiais precisam estar preparados para diferentes cenários”, afirmou.

Criado oficialmente em 30 de outubro de 1990, o Tigre surgiu em um período de grande preocupação com os sequestros no Brasil. Desde então, ampliou sua atuação e passou a apoiar operações policiais de alta complexidade em diferentes estados.