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Greve da Caixa e dos Correios chega ao 15º dia

Paralisações começaram em 10 de setembro e seguem sem acordo; veja o que pode ser afetado para clientes.

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As greves dos funcionários da Caixa Econômica Federal e dos Correios chegaram ao 15º dia nesta quinta-feira (24). As duas categorias iniciaram as paralisações em 10 de setembro e, até o momento, seguem sem um acordo definitivo com as respectivas instituições.

Apesar da paralisação, parte dos serviços continua funcionando. No caso da Caixa, clientes podem recorrer aos canais digitais, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes bancários para operações que não dependem do atendimento presencial.

Aviso informa sobre a greve dos funcionários em agência da Caixa Econômica Federal (Foto: Divulgação)

Plano de saúde é principal impasse

Na Caixa, o principal ponto de divergência entre os trabalhadores e o banco é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Uma nova proposta apresentada pela instituição também não foi aceita pela categoria, que decidiu manter a paralisação.

A proposta previa mudanças no modelo de custeio do plano a partir de 2027, além de reajustes salariais e benefícios. As negociações continuam sendo discutidas entre representantes dos trabalhadores e da instituição.

Para os clientes, a orientação é priorizar os canais digitais, como os aplicativos da Caixa, Internet Banking, Caixa Tem e WhatsApp Caixa. Também continuam disponíveis caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O Bolsa Família, por exemplo, segue com o calendário de pagamentos normalmente. Os beneficiários podem movimentar os valores pelo Caixa Tem ou utilizar lotéricas, correspondentes e terminais de autoatendimento.

Correios também seguem parados

Nos Correios, a paralisação também começou em 10 de setembro e ocorre por tempo indeterminado. Um dos principais pontos de discussão é o plano de saúde dos trabalhadores.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade durante a greve, por considerar a prestação do serviço essencial.

Mesmo com a determinação, clientes podem enfrentar atrasos em entregas e encomendas. O julgamento do dissídio coletivo que pode definir os próximos passos da paralisação foi adiado pelo TST e segue em discussão.

Há previsão para o fim das greves?

Por enquanto, não há uma data definida para o encerramento das duas paralisações. As negociações seguem em andamento e novas decisões da Justiça do Trabalho podem alterar a situação nos próximos dias.