O céu do Brasil poderá ganhar um espetáculo de luzes nesta quarta-feira (21). A chuva de meteoros Orionídeas, formada por pequenos fragmentos deixados pelo famoso cometa Halley, chega ao período de maior atividade e poderá ser observada a olho nu em diferentes regiões do país.
Em condições ideais, o fenômeno pode produzir cerca de 20 meteoros por hora, segundo estimativas da Organização Internacional de Meteoros (IMO). A quantidade realmente visível, porém, depende das condições do céu e da iluminação da Lua.
E quem não conseguir acompanhar o espetáculo nesta noite ainda terá outras oportunidades: a chuva de meteoros continua ativa até o início de novembro, embora com intensidade menor.
Qual é o melhor horário?
O período mais favorável costuma ser entre a madrugada e as horas que antecedem o amanhecer, quando a constelação de Órion aparece mais alta no céu.
Para encontrar a região, basta procurar as famosas Três Marias, estrelas que fazem parte dessa constelação. Depois da meia-noite, Órion poderá ser vista na direção leste e nordeste, subindo gradualmente no céu.
Mas não é necessário olhar apenas para essa região. Os meteoros podem surgir em diferentes pontos do céu.
A recomendação é escolher um local escuro, longe da iluminação dos postes e prédios, e com uma visão ampla do horizonte.
Não é preciso usar telescópios ou binóculos. O fenômeno pode ser acompanhado a olho nu.
Será possível ver a chuva de meteoros em Curitiba?
Sim, desde que o céu esteja aberto. A chuva de meteoros poderá ser observada em todo o Brasil, mas as condições do tempo podem atrapalhar.
Em Curitiba, a previsão de chuva nesta quarta-feira (21) pode dificultar a visualização dos meteoros.
Além das nuvens, a luminosidade da Lua também interfere na observação, principalmente dos rastros mais fracos.
Por isso, quem não conseguir ver o fenômeno durante o pico poderá tentar novamente nas próximas noites, caso o tempo melhore.
O que o cometa Halley tem a ver com a chuva de meteoros?
Apesar do nome, o cometa Halley não estará passando perto da Terra agora.
O que acontece é que, ao viajar pelo espaço, ele deixa um rastro de poeira e pequenos fragmentos. Todos os anos, nosso planeta atravessa parte desse material.
Quando essas partículas entram na atmosfera terrestre, a velocidades que podem chegar a aproximadamente 66 quilômetros por segundo, elas produzem os riscos luminosos conhecidos como meteoros.
O Halley leva cerca de 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol. Sua última passagem próxima à Terra aconteceu em 1986, e o retorno está previsto para 2061.
Os fragmentos deixados pelo cometa dão origem a duas chuvas de meteoros conhecidas: as Orionídeas, em outubro, e as Eta Aquáridas, em maio.
A chuva de meteoros Orionídeas segue ativa até o início de novembro.
A maior concentração de meteoros ocorre perto do pico, mas ainda será possível observar alguns rastros luminosos nos dias seguintes, principalmente em locais com pouca iluminação e céu limpo.



