Duas mulheres, de 22 anos, foram presas em flagrante por tráfico de drogas na manhã desta sexta-feira (30), na Rodoviária de Curitiba. Elas transportavam 41 quilos de maconha escondidos em malas no bagageiro de um ônibus de viagem.
A droga foi descoberta graças ao faro de Raio, um cão da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que perdeu uma das patas após enfrentar um câncer ósseo e voltou ao trabalho depois da aposentadoria.
Os tabletes de maconha estavam cobertos com pó de café, numa tentativa de esconder o cheiro e dificultar a identificação durante fiscalizações.
Maconha estava escondida em malas com pó de café
A apreensão aconteceu durante uma operação de fiscalização da Polícia Civil na Rodoviária de Curitiba.
Enquanto os policiais inspecionavam as bagagens de um ônibus, o cão Raio identificou o odor da droga e sinalizou ao seu condutor.
Os agentes abriram duas malas e encontraram os tabletes de maconha, que totalizaram 41 quilos.
Segundo o agente de polícia judiciária Juliano Riboli, responsável pelo cão, os suspeitos utilizaram café para tentar enganar o faro dos animais.
“Os tabletes estavam envoltos em pó de café em uma tentativa de disfarçar o cheiro e despistar uma possível fiscalização”, explicou.
As malas pertenciam a duas passageiras, que foram identificadas e presas em flagrante por tráfico de drogas.
A Polícia Civil ainda investiga de onde a maconha saiu e para onde seria levada.
As duas mulheres foram presas em flagrante e deverão responder pelo crime de tráfico de drogas. Os 41 quilos de maconha foram apreendidos e serão destruídos conforme os procedimentos previstos na Lei de Drogas.
A PCPR informou que as investigações continuam para identificar a origem da carga e seu destino final.
Cão Raio perdeu uma pata após câncer e voltou ao trabalho
Além da apreensão, a operação chamou a atenção pela participação de Raio, um cão policial com uma história de superação.
Em abril deste ano, ele foi aposentado após precisar amputar uma das patas dianteiras em decorrência de um câncer ósseo.
Entretanto, segundo a Polícia Civil, o animal apresentou sinais de depressão depois de deixar as atividades policiais.
Diante da situação, a equipe responsável decidiu permitir seu retorno gradual ao trabalho, com adaptações para preservar a saúde e a segurança do cão.
Raio voltou à ativa em julho e, desde então, participa de operações policiais em diferentes regiões do Paraná.
Mesmo com três patas, o animal continua auxiliando os investigadores na localização de entorpecentes.



