Um novo medicamento para a prevenção da enxaqueca recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta, produzido pela farmacêutica AbbVie, tem como princípio ativo o atogepanto hidratado e foi desenvolvido para uso oral.
O medicamento pertence a uma classe mais recente de tratamentos contra a enxaqueca, que atua sobre o CGRP, uma molécula relacionada aos processos envolvidos nas crises da doença.
A estratégia é diferente da utilizada por alguns medicamentos mais antigos empregados na prevenção da enxaqueca. Em determinados casos, anticonvulsivantes, antidepressivos e medicamentos para controle da pressão arterial são utilizados com essa finalidade, embora tenham sido originalmente desenvolvidos para outras condições.
Com o atogepanto, o objetivo é atuar diretamente sobre uma via associada aos mecanismos da enxaqueca.
Duas dosagens foram autorizadas
O registro concedido pela Anvisa contempla duas versões do Aquipta: comprimidos de 10 mg e de 60 mg. As apresentações aprovadas são comercializadas em caixas com 28 comprimidos.
A autorização sanitária tem validade até setembro de 2036. O período de 36 meses informado na documentação, por sua vez, está relacionado ao prazo de validade das apresentações do produto e não ao tempo de duração do registro.
Apesar da aprovação, o medicamento ainda não tem preço definido para o mercado brasileiro.
Quando o remédio chega às farmácias?
A AbbVie informou que o atogepanto ainda precisa passar pela avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). É esse órgão que estabelece os preços máximos permitidos para medicamentos no país.
De acordo com Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil, ainda não é possível antecipar quanto o Aquipta deverá custar no Brasil. O executivo também destacou que o medicamento já recebeu aprovação nos Estados Unidos e na Europa, onde os preços podem variar de acordo com as características de cada mercado.
A empresa também não informou uma data para o início da comercialização do Aquipta nas farmácias brasileiras.
Assim, embora o registro pela Anvisa represente um avanço para a chegada do tratamento ao país, o medicamento ainda depende das próximas etapas regulatórias e comerciais antes de estar efetivamente disponível aos consumidores.



