A ocorrência envolvendo um avião que saiu da pista do Aeroporto de Cascavel, no Oeste do Paraná, provocou uma mudança temporária na rotina do terminal. Em dias de chuva, Azul, Gol e LATAM passaram a evitar pousos e decolagens no aeroporto quando o pavimento estiver molhado.
A nova condição pode provocar alterações nos itinerários dos passageiros. Caso a chuva impeça a operação em Cascavel, voos programados para o terminal poderão ser transferidos para Foz do Iguaçu.
A medida foi adotada de maneira preventiva após o incidente registrado na segunda-feira (31), envolvendo um Airbus A320. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que as companhias aguardam informações da investigação antes de decidir se serão necessárias outras providências.
Cascavel deixa de ser alternativa para voos desviados
A restrição também interfere na utilização do aeroporto como opção de emergência.
Enquanto o procedimento estiver valendo, uma aeronave que não consiga pousar em Foz do Iguaçu por causa das condições de operação não poderá simplesmente ser encaminhada para Cascavel se a pista estiver molhada.
A mudança, segundo a Abear, tem caráter temporário e preventivo.
O Airbus A320 que protagonizou a ocorrência ainda está estacionado no Aeroporto de Cascavel.
A aeronave passa por uma substituição de motor e, até o momento, não existe uma previsão definida para que seja retirada do local.
Pista atende aos padrões, afirma Administração
A situação da pista também passou a ser analisada após o incidente. A Transitar, responsável pelo aeroporto, confirmou que o pavimento estava molhado quando o avião saiu dos limites laterais.
Apesar disso, a autarquia afirma que as condições registradas estavam dentro dos parâmetros de segurança estabelecidos para a aviação civil.
Os documentos e laudos técnicos disponíveis apontam, segundo a Transitar, que o pavimento está adequado e apresenta níveis de aderência compatíveis com operações de pouso e decolagem mesmo sob chuva.
Cenipa apura o que aconteceu
A investigação sobre o episódio está sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
O objetivo é identificar os fatores que contribuíram para que a aeronave deixasse a área lateral da pista.
Até que os primeiros resultados da apuração sejam conhecidos, as companhias mantêm as medidas preventivas. A previsão é de que a operação seja gradualmente normalizada depois da avaliação das informações técnicas e da adoção das providências consideradas necessárias.



