Curitiba está entre as cidades finalistas do World Smart City Awards 2026, uma das pvremiações internacionais voltadas a iniciativas de cidades inteligentes. A indicação é pelo projeto Bairro Novo do Caximba, que concorre na categoria Housing Award, dedicada a ações de habitação.
O vencedor será anunciado em 4 de novembro, durante uma cerimônia em Barcelona, na Espanha.

Projeto transforma região marcada por alagamentos
O Bairro Novo do Caximba foi criado para transformar uma área que enfrentava problemas com ocupações precárias e risco de alagamentos. A proposta reúne construção de moradias, melhorias na infraestrutura urbana e recuperação ambiental.
O projeto foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e é coordenado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), com participação da Cohab no atendimento às famílias e na regularização dos imóveis.
A iniciativa conta com 47,6 milhões de euros em financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), além de recursos da Prefeitura.
Entre as intervenções estão novas casas, pavimentação, redes de drenagem e esgoto, iluminação pública, ações de controle de cheias e a implantação de um parque linear.
Mais de 2 mil famílias fazem parte do projeto
O Bairro Novo do Caximba contempla 2.120 famílias. Deste total, 1.211 vivem em áreas de risco e estão sendo reassentadas em novas moradias. Até o momento, 647 casas já foram entregues.
Outras 909 famílias permanecem nos imóveis onde vivem, por estarem em locais sem risco de alagamento. Para esses moradores, estão previstas obras de urbanização e regularização dos terrenos.
A Cohab abriu processos de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S) para imóveis das vilas 29 de Outubro, Primeiro de Setembro, Vila Dantas e Espaço Verde.
Para o coordenador-geral do projeto, Mauro Magnabosco, a indicação ao prêmio representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo de nove anos. “É o reconhecimento de um trabalho que integra as áreas social e ambiental e que foi construído com a participação de diferentes equipes e da comunidade”, afirmou.
Casas também foram planejadas para pequenos negócios
A proposta considera ainda a fonte de renda das famílias reassentadas. Durante o trabalho social, a Cohab identificou moradores que mantinham pequenos comércios dentro de casa.
Para essas famílias, foram projetadas unidades de uso misto, com espaço comercial no térreo e a residência no pavimento superior.
Segundo a Prefeitura, a ideia é que a transformação da região não se limite à construção de casas. O projeto reúne habitação, infraestrutura, regularização fundiária, recuperação ambiental e medidas voltadas à geração de renda e à melhoria da qualidade de vida.



