A pista do Parque Olímpico do Cajuru será palco de um encontro entre atletas da esgrima olímpica e paralímpica entre os dias 2 e 4 de outubro. A segunda etapa do 1º Torneio Misto Paralímpico e Olímpico de Esgrima reúne competidores de diferentes partes do país em uma programação gratuita e aberta ao público.
Organizada pela Federação de Esgrima do Paraná, a competição pretende aproximar as duas vertentes da modalidade e ampliar o contato do público com um esporte que ainda tem pouca visibilidade. A iniciativa também aposta na convivência entre atletas como forma de fortalecer a inclusão por meio da prática esportiva.

O torneio acontece poucos dias após o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. A escolha do período reforça a proposta de dar visibilidade à participação de pessoas com deficiência no esporte e estimular espaços de integração.
Florete, espada e sabre
Os competidores entrarão em ação nas três armas tradicionais da esgrima: florete, espada e sabre. As disputas serão divididas entre categorias masculina e feminina ao longo dos três dias.
- Sexta-feira (2): florete masculino e sabre feminino;
- Sábado (3): espada masculina e feminina;
- Domingo (4): sabre masculino e florete feminino.
Além das disputas, a proposta do evento é proporcionar aos participantes uma experiência de troca entre a esgrima olímpica e a paralímpica.
Para o presidente da Federação de Esgrima do Paraná, Eduardo Lenartovicz, colocar os atletas no mesmo ambiente contribui para o crescimento da modalidade e cria novos desafios para os competidores.
“A proposta do primeiro torneio misto em unir a esgrima paralímpica e olímpica é fundamental para a evolução do nosso desporto. Colocar atletas convencionais e paratletas a competirem juntos cria um ambiente incrivelmente inclusivo e desafiador”, afirma. Segundo ele, a convivência também pode trazer ganhos técnicos e mostrar as possibilidades do esporte para além das limitações físicas.
Integração vai além das disputas
A primeira etapa do torneio mostrou, segundo a organização, que a iniciativa pode aproximar os atletas para além da competição. Houve momentos de interação, torcida e compartilhamento de experiências entre os participantes.
A responsável técnica pelo projeto, Tabea Epp Kuster Alves, destaca ainda que os atletas olímpicos puderam conhecer de perto a modalidade paralímpica e experimentar uma dinâmica diferente dentro da própria esgrima.
“Percebemos uma aproximação muito grande entre os atletas, com interação, torcida e troca de experiências. Os atletas olímpicos também tiveram a oportunidade de experimentar a esgrima em paralímpica e conhecer um novo universo da modalidade”, relata.
Os efeitos da iniciativa também começam a aparecer fora das pistas. Conforme Tabea, alguns clubes já manifestaram interesse em desenvolver atividades de esgrima paralímpica. Os equipamentos comprados para o projeto, por sua vez, poderão ser utilizados para ampliar o acesso à modalidade em outras iniciativas no Paraná.
A expectativa para a nova etapa é aprofundar essa aproximação e estimular o crescimento das duas vertentes da esgrima no estado.
“Espero que essa segunda etapa fortaleça ainda mais essa integração e contribua para o desenvolvimento da esgrima olímpica e paralímpica no estado”, afirma Tabea.
Serviço
- Quando: 2 a 4 de outubro de 2026
- Onde: Parque Olímpico do Cajuru
- Endereço: Rua Antônio Moreira Lopes, 190 – Cajuru, Curitiba
- Entrada: gratuita e aberta ao público



