Curitiba terá alguns de seus principais cartões-postais iluminados de lilás nesta quarta-feira (23), em uma ação do Setembro Lilás, mês de conscientização sobre a doença de Alzheimer e outros tipos de demência. A iluminação especial acontece durante a noite em seis pontos da cidade.

A iniciativa é realizada pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seccional Paraná e a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz-PR). A proposta é chamar a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico e do combate ao preconceito relacionado às demências.
Veja os locais que serão iluminados
Receberão a iluminação lilás a estufa do Jardim Botânico, o Viaduto Estaiado, o Museu Municipal de Arte (MuMa), o Monumento da Praça 29 de Março, o Obelisco da Praça 29 de Dezembro e o Museu do Automóvel, no Parque Barigui.
A escolha dos monumentos busca transformar locais conhecidos pelos curitibanos em pontos de visibilidade para a campanha. O Setembro Lilás ocorre ao longo de setembro e tem como foco ampliar o conhecimento sobre o Alzheimer e outras formas de demência.
Quais são os sinais de alerta?
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, entre os principais sinais estão a perda de memória recente, como esquecer conversas, compromissos e nomes ou repetir perguntas com frequência. Dificuldades para realizar tarefas cotidianas, desorientação no tempo e espaço e problemas para encontrar palavras também podem indicar a necessidade de avaliação.
Mudanças repentinas de humor e personalidade e o hábito de guardar objetos em locais incomuns também aparecem entre os sinais de alerta. A presença desses sintomas, porém, não significa necessariamente Alzheimer, já que outras condições podem provocar alterações de memória e comportamento.
Prevenção também faz parte da campanha
Segundo a Prefeitura, existem 14 fatores de risco potencialmente modificáveis relacionados às demências. Entre eles estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, depressão, perda auditiva, isolamento social e perda visual. A geriatra da Secretaria Municipal da Saúde, Ivete Berkenbrock, afirma que atuar sobre esses fatores pode prevenir ou adiar cerca de 45% dos casos.
A orientação diante dos primeiros sinais é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS). Na avaliação inicial, podem ser realizados testes cognitivos e investigadas outras possíveis causas para as alterações. Quando há suspeita de demência, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado.



