O maestro Roberto Tibiriçá, diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), morreu na madrugada deste sábado (3), aos 72 anos. Ele estava em tratamento contra um câncer e comandava a orquestra paranaense desde 2022.
Durante os últimos anos, Tibiriçá esteve à frente de uma nova fase da OSP, participando da criação de projetos, concertos especiais e iniciativas para aproximar a música clássica do público paranaense.
Entre os trabalhos realizados em Curitiba esteve a série de apresentações no Museu Oscar Niemeyer (MON), que levou concertos gratuitos ao espaço. O maestro também acompanhou um período de investimentos na estrutura da orquestra e na aquisição de novos instrumentos.
Em 2025, durante as comemorações dos 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná, Tibiriçá regeu a apresentação da Sinfonia nº 2, de Gustav Mahler, no Teatro Guaíra. O concerto reuniu músicos e integrantes de coros em uma das principais apresentações da programação comemorativa.
A ligação do maestro com o Paraná também ultrapassou Curitiba. Em julho deste ano, ele esteve à frente da OSP durante o Festival Internacional de Música de Londrina. O concerto foi realizado dentro do projeto Guaíra para Todos.
Relembre a carreira
Nascido em São Paulo, Roberto Tibiriçá iniciou os estudos musicais ainda criança e construiu uma carreira de mais de quatro décadas. Teve como um de seus principais mestres o maestro Eleazar de Carvalho e passou por importantes orquestras brasileiras.
Antes de assumir a OSP, Tibiriçá dirigiu grupos como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica Heliópolis e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Também trabalhou no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
Além da regência, dedicou parte da carreira à formação de novos músicos. Em 2008, publicou o livro O Regente sem Orquestra, obra voltada à prática e à formação de maestros.
No Paraná, Tibiriçá deixou como marca um período de renovação artística da Orquestra Sinfônica do Paraná e de ampliação das apresentações para diferentes públicos.
A morte do maestro encerra uma trajetória de mais de 40 anos dedicada à música de concerto e deixa a OSP sem seu regente titular desde 2022.



