Ir para o conteúdo
Segurança terça-feira 11°C Nublado
Newsletter
Assinar a newsletter
Segurança

PF faz operação contra esquema de vinhos argentinos no Brasil

Investigação começou após apreensão de 4,2 mil garrafas avaliadas em mais de R$ 900 mil na Grande Curitiba.

Compartilhar: WhatsApp Threads

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de trazer vinhos argentinos ao Brasil sem recolher os tributos devidos e distribuir as bebidas para revendedores em diferentes regiões do país. A Operação Nerovino mobiliza mais de 100 policiais federais para cumprir 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de imóveis e veículos ligados aos investigados.

A investigação começou em março de 2025, depois que uma ação policial apreendeu cerca de 4,2 mil garrafas de vinhos estrangeiros em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba. As bebidas foram avaliadas em mais de R$ 900 mil. A análise do material apreendido levou os investigadores a identificar indícios de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e atuação em diferentes estados.

Operação atinge seis unidades da Federação

Os mandados foram expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba e são cumpridos em cidades do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além do Distrito Federal.

No Paraná, as equipes atuam em Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama. No Rio de Janeiro, os alvos ficam em Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói. A operação também ocorre em Goiânia e Rio Verde, em Goiás; Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo; Teresina, no Piauí; e Brasília.

A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados. A medida busca impedir que o patrimônio suspeito de ter sido adquirido com recursos das atividades investigadas seja transferido ou ocultado durante a apuração.

Vinhos eram distribuídos para revendedores

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava uma estrutura logística para introduzir vinhos argentinos no país, transportar as mercadorias até depósitos na região de Curitiba e, depois, distribuí-las a revendedores de diferentes estados.

Para dificultar a fiscalização, os investigados teriam utilizado empresas de fachada, documentos fiscais com informações falsas e contas bancárias em nome de terceiros. A apuração também identificou indícios de que familiares e outras pessoas eram usados para movimentar dinheiro e registrar bens, ocultando os possíveis proprietários.

A operação teve apoio da Receita Federal em um dos endereços investigados, onde havia suspeita de armazenamento de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no Brasil.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Polícia Federal não detalhou, até o momento, eventuais prisões realizadas durante a operação.