Uma operação conjunta das forças de segurança do Paraná e de Santa Catarina prendeu 15 pessoas nesta quinta-feira (17), durante uma investigação contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos de veículos, principalmente caminhonetes, no Oeste e em outras regiões do Paraná.
Batizada de Operação Vestigium, a ação foi coordenada pela 20ª Subdivisão Policial (SDP) de Toledo e contou com equipes da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e dos 19º e 31º Batalhões da Polícia Militar do Paraná. Os mandados foram cumpridos simultaneamente em Cascavel e Pato Bragado, no Paraná, e Joinville e Araquari, em Santa Catarina.

Justiça havia expedido 13 mandados de prisão
A operação teve como base 13 mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Toledo, além de ordens de busca e apreensão. O número de prisões chegou a 15 porque, durante o cumprimento das medidas, os policiais também identificaram situações que resultaram em prisões em flagrante.
Durante as buscas, foram apreendidos drogas, armas de fogo, munições e outros materiais que ainda serão analisados pelas equipes responsáveis pela investigação. Segundo a Polícia Civil, cinco pessoas foram autuadas em flagrante por situações relacionadas à posse irregular de armas e a entorpecentes encontrados durante as diligências.
Investigação aponta atuação entre Paraná e Santa Catarina
De acordo com as apurações, os principais integrantes do grupo seriam moradores de Joinville e Araquari, em Santa Catarina. A investigação também identificou conexões em Cascavel e Pato Bragado.
Segundo a Polícia Civil, Cascavel teria sido utilizada como ponto de apoio para integrantes que se hospedavam na cidade e, de acordo com a investigação, planejavam e executavam furtos em diferentes municípios. Entre as cidades citadas estão Toledo, Guaíra e Umuarama.
A polícia investiga principalmente furtos de caminhonetes e afirma que o grupo teria uma atuação estruturada. O delegado-chefe da 20ª SDP de Toledo, Alexandre Macorin, estimou que os crimes investigados tenham provocado aproximadamente R$ 2 milhões em prejuízos entre maio e julho deste ano.
Operação ainda está em andando
Apesar das 15 prisões realizadas até o momento, a investigação ainda não foi encerrada. Segundo a Polícia Civil, dois mandados de prisão ainda restavam para ser cumpridos nesta quinta-feira.
O material recolhido durante a operação será analisado para identificar outros possíveis crimes relacionados ao grupo, localizar eventuais novos integrantes e individualizar a participação de cada um dos investigados.
As autoridades também devem aprofundar a investigação sobre a dinâmica dos furtos e a possível ligação dos suspeitos com ocorrências registradas em diferentes municípios do Paraná.



