Uma investigação sobre o comércio ilegal de cabos furtados revelou suspeitas de um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações superiores a R$ 5 milhões no Paraná. Nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu seis pessoas durante uma operação realizada em Curitiba e em três cidades da Região Metropolitana.
Além das prisões, os policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão em endereços de São José dos Pinhais, Colombo, Pinhais e da capital.
A ação teve como alvos ferros-velhos, estabelecimentos de reciclagem e residências ligados aos investigados. O grupo é suspeito de atuar na receptação de materiais furtados, no tráfico de drogas e na ocultação de recursos provenientes de atividades criminosas.
Ferros-velhos são investigados
Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou estabelecimentos comerciais que seriam utilizados para receber cabos furtados de concessionárias de serviços públicos.
Os mesmos locais também teriam ligação com a distribuição de drogas na região do Cajuru, em Curitiba.
As apurações apontam que a estrutura comercial era utilizada pelos suspeitos para movimentar recursos obtidos ilegalmente.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Curitiba.
Dinheiro era enviado para outros estados e plataformas de criptomoedas
A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas pelos envolvidos.
De acordo com o delegado Pablo Andrade Amorim, os valores suspeitos eram movimentados por meio de depósitos em dinheiro e transferências bancárias para contas de terceiros.
Parte dos recursos teria sido enviada a operadores financeiros em outros estados e a plataformas de negociação de criptomoedas.
Ao longo da investigação, as transações suspeitas ultrapassaram R$ 5 milhões.
A Polícia Civil apura se essas operações foram utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem.
Apreensões
Durante as buscas realizadas nesta quarta-feira, os investigadores recolheram materiais que poderão ajudar a esclarecer o funcionamento do suposto esquema.
Entre os itens apreendidos estão dinheiro em espécie, cartões bancários de débito e crédito, comprovantes de depósitos, celulares e mídias eletrônicas.
Os materiais serão analisados para identificar a origem dos recursos, os destinatários das transferências e possíveis conexões com outros integrantes da organização investigada.
Justiça autoriza bloqueio de até R$ 471 mil por investigado
Além das prisões e buscas, a operação inclui medidas judiciais para bloquear ativos financeiros dos suspeitos.
O limite autorizado é de R$ 471.240 por investigado, com o objetivo de atingir valores e bens que possam estar relacionados às atividades criminosas.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar possíveis novos integrantes do grupo.
As seis pessoas presas foram encaminhadas ao sistema penitenciário.



