O novo julgamento de Ronaldo Massuia Silva, ex-policial federal acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli e tentar matar outras sete pessoas, começa em 9 de novembro, em Curitiba. A defesa afirma que o réu enfrenta problemas psicológicos e questiona as condições de atendimento médico durante a custódia.
O crime ocorreu em 1º de maio de 2022, em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei. Massuia responde por homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio.
O primeiro julgamento começou em 9 de setembro, mas foi interrompido no dia seguinte, após o réu ser encontrado em uma situação de risco à própria vida na carceragem do Tribunal do Júri. A juíza dissolveu o Conselho de Sentença, e a sessão terminou sem veredicto.
Defesa aponta problemas psicológicos
O advogado Heitor Bender afirma que Massuia tem histórico de alcoolismo, transtorno de estresse pós-traumático e problemas emocionais anteriores ao crime. Segundo a defesa, a Polícia Federal tinha conhecimento da situação psicológica do então agente, mas não adotou medidas preventivas suficientes.
Bender também questiona a assistência médica e psicológica oferecida ao acusado durante a custódia. A defesa pede que as condições de saúde de Massuia sejam atualizadas antes da retomada do julgamento.
Primeiro júri terminou após ocorrência na carceragem
Durante a sessão de setembro, o advogado percebeu que Massuia estava em situação de risco e acionou os policiais para prestar socorro. O réu recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após o episódio, o Ministério Público do Paraná determinou a abertura de inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência e solicitou uma avaliação psiquiátrica do acusado.
A defesa negou que o episódio tenha sido provocado para interromper o julgamento e afirmou que sua prioridade foi garantir o atendimento ao réu.
Novo julgamento vai até 13 de novembro
O novo Tribunal do Júri está marcado para o período de 9 a 13 de novembro, com início previsto para as 9h30. A magistrada que conduziu a sessão anterior declarou suspeição e deixou o processo.
A defesa questiona a retomada do julgamento sem informações médicas atualizadas. A nova sessão terá outro Conselho de Sentença, responsável por analisar as provas e decidir sobre as acusações.



