Ir para o conteúdo
Segurança quarta-feira 12°C Nublado
Newsletter
Assinar a newsletter
Segurança

Operação do Gaeco apura tortura e cárcere privado em clínica no PR

MPPR investiga uma clínica de dependência química em Terra Roxa após denúncias envolvendo mulheres internadas. Operação prendeu dois homens.

Compartilhar: WhatsApp Threads

O Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Aurora, que investiga suspeitas de tortura, sequestro e cárcere privado contra mulheres internadas em uma clínica terapêutica de Terra Roxa, no Oeste do Paraná.

A investigação envolve cerca de 72 mulheres que estavam internadas na instituição. Conforme o MPPR, há indícios de que algumas pacientes teriam permanecido no local contra a própria vontade e sem autorização legal para a internação.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, o proprietário e responsável pela administração da clínica foi preso temporariamente. O pai dele também foi detido em flagrante após a localização de armas de fogo e munições sem documentação regular. Ele acabou liberado após o pagamento de fiança.

Denúncias envolvem castigos e sedação

Entre as situações investigadas pelo Ministério Público estão possíveis casos de castigos, trabalho forçado, restrição de visitas familiares e uso compulsório de medicamentos sedativos.

Segundo a investigação, os medicamentos seriam chamados de “danone” dentro da clínica e teriam sido utilizados para provocar sonolência ou deixar algumas internas inconscientes.

Também há relatos que apontam para possíveis omissões de atendimento médico e ameaças para evitar que as mulheres relatassem as supostas irregularidades durante inspeções realizadas por órgãos de fiscalização.

A promotora Gabriela Hanna Pereira, responsável pela investigação, afirmou que existem indícios de que algumas pacientes teriam sido levadas à clínica sem que houvesse autorização legal para a internação.

Buscas ocorreram em cinco endereços

Além da prisão, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca em cinco endereços. As diligências ocorreram na clínica, em imóveis relacionados aos investigados, em uma propriedade rural e em veículos.

Equipamentos eletrônicos também foram apreendidos. O Ministério Público recebeu autorização judicial para acessar e analisar os dados encontrados nos aparelhos, que poderão contribuir para o avanço das investigações.

O material será utilizado para esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar se outras pessoas tiveram participação nas possíveis irregularidades.