Moradores da Ilha do Mel, em Paranaguá, no Litoral do Paraná, fizeram um protesto no final da tarde de quarta-feira (28) contra a instalação de catracas para controlar a entrada e a saída de visitantes. A manifestação ocorreu no trapiche da praia de Encantadas e impediu que uma embarcação que transportava os equipamentos atracasse no local.
A instalação faz parte de um projeto do Governo do Paraná para controlar o fluxo de pessoas na ilha. Os moradores questionam a implantação das barreiras físicas e afirmam que a estrutura atual não oferece condições adequadas para atender às mudanças.
Moradores cobram melhorias na infraestrutura
A resistência à instalação das catracas não é recente. Em março deste ano, moradores das comunidades de Encantadas e Nova Brasília já haviam manifestado oposição ao modelo durante reuniões de consulta às comunidades.
Entre as principais preocupações estão os transtornos que o sistema pode causar no embarque e desembarque de moradores, no transporte de mercadorias e na circulação de pessoas. A comunidade também cobra melhorias em serviços básicos, como saneamento, coleta de resíduos, saúde, educação e manutenção das trilhas.
Segundo relatos apresentados durante as discussões, os moradores querem que os problemas de infraestrutura sejam resolvidos antes da implantação de uma cobrança pelo acesso à ilha.
Controle de acesso está em implantação
O sistema prevê o uso de tecnologia para registrar a entrada e a saída de pessoas e acompanhar o número de visitantes que permanecem na Ilha do Mel. A proposta também inclui cadastro de moradores e, em uma etapa posterior, de turistas.
O cadastramento dos moradores começou em outubro e não prevê cobrança de ingresso nesta fase. A inclusão dos visitantes ainda não tem data definida, assim como o início da eventual cobrança de taxa de acesso.
A legislação estadual estabelece um limite técnico que pode chegar a 11 mil visitantes por dia. O governo afirma que o controle busca organizar o fluxo turístico em uma área ambientalmente protegida, enquanto moradores questionam a instalação dos equipamentos antes de melhorias na infraestrutura local.



