A Polícia Militar do Paraná (PMPR) começou nesta terça-feira (15) uma operação estadual voltada ao acompanhamento de mulheres que possuem Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) por casos de violência doméstica. A iniciativa é conduzida pela Patrulha Maria da Penha e reúne equipes de diferentes regiões do Estado.
A estratégia busca verificar, de maneira preventiva, se as determinações judiciais estão sendo respeitadas e identificar eventuais situações de ameaça ou vulnerabilidade. Para isso, os policiais fazem visitas às mulheres protegidas, conversam com as vítimas e repassam orientações sobre os serviços disponíveis na rede de proteção.
O trabalho também utiliza informações compartilhadas entre instituições que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo o Poder Judiciário e a Polícia Civil.
Segundo o subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, a integração entre os órgãos permite direcionar as equipes para situações que necessitam de acompanhamento. “Estamos desencadeando ações em todo o Estado para fazer verificações e levar acolhimento às vítimas de violência doméstica”, afirmou.
Visitas ajudam a identificar situações de risco
Além de verificar o cumprimento das medidas judiciais, as visitas têm caráter preventivo. De acordo com a major Carolina Zancan, responsável pela Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha, o contato presencial pode revelar problemas que ainda não foram comunicados formalmente aos órgãos de segurança.
A avaliação feita durante as visitas permite que os policiais reconheçam sinais de risco e adotem encaminhamentos antes que novos episódios de violência ocorram.
Mais de 47 mil visitas foram realizadas em 2026
Os números da PMPR mostram a dimensão do trabalho preventivo desenvolvido no Estado. Entre janeiro e julho deste ano, foram realizadas 47.308 visitas preventivas individuais, abrangendo 372 municípios paranaenses.
No mesmo período, as equipes promoveram 3.138 ações preventivas coletivas em 355 municípios. Entre essas iniciativas estão 1.569 palestras, que alcançaram ao menos 116.023 pessoas.
Também foram contabilizadas 1.069 outras ações preventivas e 500 reuniões de rede, voltadas à articulação entre os órgãos responsáveis pelo atendimento e proteção das vítimas.
PM também atende ocorrências de violência doméstica
O trabalho preventivo é realizado paralelamente ao atendimento de ocorrências por violência doméstica pelas equipes de radiopatrulha. Os policiais recebem capacitações e treinamentos periódicos para atuar tanto em situações de emergência quanto no acompanhamento preventivo.
A orientação da PMPR é que mulheres sob proteção judicial procurem imediatamente ajuda caso a medida seja desrespeitada ou exista qualquer ameaça à segurança.
Nessas situações, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 ou diretamente por uma equipe policial. O acionamento rápido permite verificar a ocorrência, intervir em casos de descumprimento da ordem judicial e adotar as medidas necessárias para proteger a vítima.



