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Economia

Intenção de consumo fica estável no Paraná em setembro

Famílias de maior renda reduziram a intenção de consumo com maior cautela para a compra de bens de maior valor

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A intenção de consumo das famílias ficou praticamente estável no Paraná em setembro. O indicador marcou 98,8 pontos, abaixo da linha de 100 pontos que separa as zonas de satisfação e insatisfação. O índice é calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o índice avançou 0,4% no mês e chegou a 96,9 pontos. Já entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos, houve queda de 1,9%, para 107,7 pontos. Apesar do recuo, o grupo permanece acima dos 100 pontos.

No Brasil, a intenção de consumo caiu 0,3% em setembro e ficou em 104,5 pontos, acima do indicador registrado no Paraná.

Renda e emprego têm avaliações positivas

Dos sete componentes que formam o índice, a Renda Atual teve a maior pontuação entre os consumidores paranaenses, com 135,5 pontos. Mesmo assim, houve queda de 2,6% em relação a agosto.

O Emprego Atual avançou 0,7%, para 122,2 pontos, enquanto a Perspectiva Profissional cresceu 1,2%, chegando a 112,8 pontos. Os dois indicadores permanecem acima dos 100 pontos.

A maior alta do mês foi registrada na Perspectiva de Consumo, que cresceu 6,2%, para 86,9 pontos. Mesmo com o avanço, o indicador continua abaixo da zona de satisfação.

O Nível de Consumo Atual caiu 1,5%, para 98,4 pontos. Já o Acesso ao Crédito teve alta de 0,4%, mas segue com uma das menores pontuações, em 73,7 pontos.

Compras de maior valor têm menor confiança

O indicador que mede se este é um bom momento para comprar bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis e veículos, caiu 4,8% em setembro e chegou a 62,1 pontos, a menor pontuação entre os sete componentes do índice.

Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o Momento para Duráveis caiu 7,7%, para 78 pontos. O grupo também registrou queda na Perspectiva Profissional (-2,5%), na Renda Atual (-1,6%), no Nível de Consumo Atual (-1,5%) e no Emprego Atual (-0,9%).

Mesmo com os recuos, o ICF desse grupo ficou em 107,7 pontos, mantendo-se na zona de satisfação.

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, três componentes ficaram acima dos 100 pontos. A Renda Atual marcou 134 pontos, após queda de 2,8%. O Emprego Atual avançou 1,1%, para 120,4 pontos, e a Perspectiva Profissional cresceu 2%, chegando a 112,1 pontos.

Nesse grupo, o Momento para Duráveis também teve a menor pontuação, com 58,6 pontos, após queda de 3,9% em setembro.