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Paraná

El Niño atinge intensidade máxima e pode estar entre os mais fortes desde 1950

O El Niño atingiu intensidade muito forte e pode estar entre os maiores já registrados. Simepar prevê chuvas acima da média e maior risco de temporais no Paraná.

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O El Niño ganhou força no Oceano Pacífico e já atingiu a classificação de intensidade muito forte. O fenômeno, que influencia o clima em diferentes partes do planeta, ainda deve se intensificar nos próximos meses e pode se tornar um dos mais fortes desde o início dos registros, em 1950.

A atualização foi divulgada nesta semana pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Segundo o instituto, as águas do Pacífico Equatorial estão 2,1°C acima da média na região utilizada como referência para acompanhar o fenômeno.

A temperatura do oceano vem aumentando desde abril e, em junho, foi confirmada a formação do El Niño. Agora, as projeções indicam que o aquecimento pode chegar a 3,3°C acima da média entre novembro e janeiro.

De acordo com as previsões apresentadas pelo Simepar, há 83% de probabilidade de que este episódio esteja entre os mais intensos já registrados. A expectativa é de que o fenômeno comece a perder força depois do pico, mas permaneça ativo pelo menos até março de 2027.

O que muda no Paraná?

O principal efeito esperado no estado é o aumento das chuvas, especialmente durante a primavera e o início do verão.

Segundo o Simepar, a previsão é de volumes acima da média histórica até dezembro, com possibilidade de episódios de chuva intensa concentrados em poucos dias.

Esse comportamento aumenta o risco de alagamentos, enxurradas, inundações e tempestades acompanhadas de ventos fortes, raios e granizo.

Embora todo o Paraná possa registrar chuvas acima do normal, quatro regiões merecem atenção especial: Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste. Nessas áreas, a diferença entre os volumes previstos e a média histórica tende a ser maior.

Isso não significa, porém, que haverá tempestades todos os dias ou que todas as cidades serão atingidas da mesma forma.

O El Niño altera as condições gerais do clima, mas a ocorrência de temporais depende também da passagem de frentes frias, da formação de áreas de baixa pressão e de outros sistemas meteorológicos.

Preparação dos municípios

Com a previsão de um El Niño intenso, a Defesa Civil do Paraná ampliou as orientações às prefeituras para reduzir os possíveis impactos dos temporais.

Entre as principais medidas estão a limpeza de bueiros e galerias pluviais, a manutenção de sistemas de drenagem, a retirada de sedimentos de rios e canais e a atualização dos planos municipais de emergência.

Segundo o balanço divulgado pelo estado, 278 dos 399 municípios paranaenses já realizaram pelo menos uma atividade preventiva.

A Defesa Civil também promoveu encontros regionais para orientar os responsáveis municipais sobre a preparação das cidades e os procedimentos em situações de emergência.

Apesar das projeções para os próximos meses, o Simepar reforça que os efeitos do El Niño não são iguais em todos os lugares. Por isso, a população deve acompanhar os alertas e as previsões atualizadas para identificar os períodos de maior risco.