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Paraná

IAT encontra acampamento ligado à caça ilegal em Morretes

Fiscalização encontrou e desmontou um acampamento de cerca de 20 m² que teria sido usado como ponto de apoio para caça ilegal no Parque Estadual do Pau Oco, em Morretes.

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Uma estrutura montada em meio à Mata Atlântica chamou a atenção das equipes de fiscalização ambiental durante uma operação no Parque Estadual do Pau Oco, em Morretes, no litoral do Paraná. O local, que teria sido utilizado como ponto de apoio para caça ilegal, foi desativado após uma ação conjunta realizada pelo Instituto Água e Terra (IAT), Polícia Militar Ambiental e representantes da comunidade local.

O acampamento ocupava aproximadamente 20 metros quadrados e ficava em uma região de difícil acesso, às margens do Rio Pau-Oco. Por não haver estrada até o ponto, as equipes precisaram percorrer uma área remota para chegar à estrutura.

O espaço vinha sendo acompanhado desde março, depois que pesquisadores relataram indícios de atividades relacionadas à caça dentro da unidade de conservação. A operação para retirar o acampamento começou a ser articulada em agosto.

IAT e Polícia Militar Ambiental desmontam acampamento ligado à caça ilegal em área protegida de Morretes, no Paraná. (Foto: Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná)

Vestígios indicavam permanência no local

Embora ninguém tenha sido encontrado durante a fiscalização, os agentes localizaram diversos objetos que indicavam que o acampamento era utilizado regularmente.

Entre os materiais estavam um fogão a lenha, recipientes para armazenamento de água, colchões, roupas, panelas e alimentos. A estrutura foi desmontada pelas equipes responsáveis pela operação.

O monitoramento realizado antes da ação também apontou a ocorrência de abates de animais silvestres na região. Entre as espécies identificadas como possíveis alvos dos caçadores estão o macuco e o macaco-bugio. Os dois animais são encontrados na Mata Atlântica e aparecem na lista de espécies ameaçadas de extinção no Paraná.

Investigação

As informações e evidências coletadas durante a operação serão encaminhadas aos órgãos responsáveis pela investigação. Caso os envolvidos sejam identificados, poderão responder de acordo com as penalidades previstas na legislação ambiental.

Para Gabriel Camargo Macedo, chefe do Parque Estadual do Pau Oco, a participação de pesquisadores e moradores é fundamental para que atividades ilegais em áreas protegidas sejam identificadas.

O gestor também reforçou a importância de comunicar às autoridades qualquer movimentação suspeita ou situação que possa representar ameaça à fauna e à flora.

A fiscalização contou com a participação do IAT, órgão ligado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPAmb) e da Associação de Moradores e Guardiães das Nascentes do Rio Pequeno.

Casos recentes

O caso de Morretes ocorre poucas semanas depois de outra ação contra a caça ilegal em uma unidade de conservação do Paraná. No Parque Estadual das Lauráceas, em Adrianópolis, na Região Metropolitana de Curitiba, uma operação conjunta do IAT e do BPAmb resultou na demolição de uma estrutura que também teria sido utilizada por caçadores. O ponto ficava em uma área de acesso complicado dentro do parque.

Como denunciar caça ilegal?

A população pode ajudar na fiscalização denunciando suspeitas de crimes ambientais. No Paraná, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental recebe informações pelo Disque-Denúncia 181. As denúncias também podem ser encaminhadas ao IAT por meio da Ouvidoria, disponível no canal Fale Conosco, ou diretamente nos escritórios regionais do órgão.