Quando venceu o Remo por 3 a 2, no dia 31 de agosto, o Coritiba ocupava a sétima colocação do Campeonato Brasileiro e sonhava com uma vaga na Copa Sul-Americana e, quem sabe, até na pré-Libertadores. Sete rodadas depois, a realidade é outra. A derrota por 1 a 0 para o Grêmio, na noite de segunda-feira (26), no Couto Pereira, aumentou a pressão sobre o time alviverde, que agora tem apenas quatro pontos de vantagem sobre o primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
O resultado ampliou para sete jogos a sequência sem vitória do Coxa. Desde que venceu o Remo, a equipe comandada por Fernando Seabra somou apenas dois dos 21 pontos disputados, um aproveitamento de 9,5%. Foram cinco derrotas e dois empates. Nesse período, o Coritiba marcou cinco gols e sofreu 17.
A queda de rendimento transformou uma campanha que permitia olhar para a parte de cima da tabela em uma luta para evitar a aproximação do Z-4. Com 39 pontos e seis rodadas restantes, o Coxa ainda depende dos próprios resultados para se afastar da zona de perigo, mas já não tem a mesma margem para desperdiçar pontos.
Sete rodadas que mudaram o cenário
A sequência começou em 6 de setembro, quando o Coritiba perdeu por 2 a 1 para o Mirassol. Na rodada seguinte, sofreu uma goleada por 5 a 0 para o Vasco. Depois, empatou em 3 a 3 com o Athletico, em um clássico movimentado, mas voltou a perder força.
O time foi derrotado por 4 a 0 pelo Fluminense, empatou em 1 a 1 com o Botafogo e perdeu por 1 a 0 para o Atlético-MG. A derrota para o Grêmio, decidida por um gol de Braithwaite aos 47 minutos do segundo tempo, completou a série negativa.
Ao todo, o Coritiba deixou escapar 19 pontos em sete partidas. Os números mostram problemas nas duas extremidades do campo: a equipe sofreu 17 gols e marcou apenas cinco. A defesa foi vazada em todos os jogos, enquanto o ataque passou em branco em quatro deles.
Defesa expõe a queda de rendimento
O sistema defensivo é um dos pontos mais preocupantes da sequência. As derrotas para Vasco e Fluminense, por 5 a 0 e 4 a 0, respectivamente, expuseram a dificuldade da equipe para conter os adversários. Mas o problema não se limita às goleadas. O Coritiba também sofreu gols nas partidas em que conseguiu equilibrar o jogo, como contra Mirassol, Athletico, Botafogo e Grêmio.
A equipe tem encontrado dificuldades para manter a organização defensiva durante os 90 minutos. Quando perde a bola, nem sempre consegue recompor os espaços a tempo de impedir a progressão do adversário. A sequência de sete partidas sem terminar um jogo sem sofrer gols reforça o tamanho do problema.

O ataque também perdeu eficiência. Com média inferior a um gol por partida nesse período, o Coritiba tem pouco poder de reação quando sai atrás no placar. A equipe precisa melhorar a criação e a conclusão das jogadas para não depender de uma defesa que, neste momento, vem falhando com frequência.
Jogo contra o Vitória ganha peso
O próximo compromisso será na quinta-feira (29), às 19h30, novamente no Couto Pereira, contra o Vitória. A partida ganhou importância porque o Coritiba precisa interromper o jejum e evitar ficar ainda mais perto da Zona de Rebaixamento. Não há como não falar em crise no Alto da Glória e a torcida será fundamental nesta reta final de brasileirão. A expectativa é de casa cheia na quinta-feira, com o torcedor coxa branca apoiando e empurrando o time para a vitória que pode dar oxigênio para um time que tinha tudo para terminar o campeonato entre os dez melhores e agora luta para não entrar na fila dos rebaixados.



