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Segurança

Caso Suellen: acusado de matar mulher em frente a uma escola vai a júri

Acusado de matar Suellen Helena Rodrigues em frente a uma escola de Curitiba, em 2022, será julgado a partir de terça-feira (13). Os filhos da vítima presenciaram o crime.

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Quase quatro anos depois do assassinato de Suellen Helena Rodrigues, de 29 anos, em frente a uma escola municipal de Curitiba, o homem acusado do crime será levado a júri popular. O julgamento de Jaminus Quedaros de Aquino está marcado para começar na próxima terça-feira (13) e deve seguir até quinta-feira (15).

Suellen foi morta a tiros no dia 31 de outubro de 2022, quando levava os dois filhos para o primeiro dia de aula em uma nova escola, no bairro Uberaba. As crianças presenciaram o ataque.

Homem acusado de matar mulher na frente dos filhos em escola de Curitiba vai a júri popular. (Foto: Divulgação)

O réu, que é advogado e ex-policial civil, está preso preventivamente desde novembro de 2022. Ele responde por homicídio com quatro qualificadoras, entre elas feminicídio e motivo torpe.

Relembre o crime

Na época, Suellen havia deixado Prudentópolis, na região central do Paraná, e se mudado com os filhos para Curitiba, onde tentava recomeçar a vida.

Na manhã do crime, ela acompanhava as crianças até a Escola Municipal Professora Donatilla Caron dos Anjos, no Uberaba.

Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação em frente ao colégio. Segundo a investigação, o acusado estava em um carro estacionado nas proximidades, aguardando a chegada da vítima.

As gravações mostram o momento em que Suellen se aproxima da escola com os filhos e um homem sai do veículo e corre em direção à família. A mulher foi atingida por disparos de arma de fogo e morreu no local.

Acusado será julgado por feminicídio

Em dezembro de 2023, a Justiça determinou que Jaminus fosse submetido ao Tribunal do Júri.

Além do feminicídio, a acusação inclui outras três qualificadoras: motivo torpe, uso de meio que resultou em perigo comum e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O processo também considera duas circunstâncias que podem aumentar a pena em caso de condenação: o assassinato ter ocorrido na presença dos filhos e o descumprimento de medidas protetivas de urgência.

O julgamento está previsto para os dias 13, 14 e 15 de outubro, no Plenário do Tribunal do Júri de Curitiba, com início às 9h30.

Familiares de Suellen acompanharão as sessões por meio de seus advogados, que atuarão como assistentes de acusação ao lado do Ministério Público do Paraná.