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Votação que pode suspender Eder Borges é adiada para sexta (31)

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Por redacao
Há 2 horas · 3 min de leitura
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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba adiou para sexta-feira (31) a votação do parecer que analisa o processo disciplinar contra o vereador Eder Borges (Novo), investigado por suposta quebra de decoro parlamentar no episódio conhecido como “caso da arminha”. A sessão estava prevista para esta quinta-feira (30), mas foi remarcada por causa de falta de quórum.

Gesto de arminha ocorreu em sessão no dia 1º de abril deste ano, no plenário da Câmara de Curitiba. (Foto: Reprodução/YouTube CMC)

O processo é consequência de um episódio ocorrido durante a sessão plenária de 1º de abril, quando o parlamentar fez um gesto simulando uma arma de fogo com as mãos após uma Tribuna Livre que contou com a participação de representantes do magistério municipal. A atitude motivou duas representações por suposta infração ético-disciplinar, posteriormente reunidas em um único procedimento no Conselho de Ética.

A relatora do caso, vereadora Laís Leão (PDT), apresentou parecer favorável à suspensão do mandato de Eder Borges por 120 dias. No documento, ela afirma que a conduta foi voluntária, consciente e incompatível com o ambiente institucional da Câmara, destacando que o gesto provocou ofensa moral, comprometeu o decoro parlamentar e gerou prejuízo à imagem do Legislativo.

Segundo o parecer, a suspensão temporária seria uma medida proporcional à gravidade dos fatos, sem representar a perda definitiva do mandato. A proposta será submetida à votação dos integrantes do Conselho de Ética, que poderão aprová-la, rejeitá-la ou apresentar entendimento diferente sobre a penalidade.

Na reunião que acabou adiada, compareceram apenas quatro integrantes do colegiado, número insuficiente para deliberação. A expectativa é de que o processo volte à pauta nesta sexta-feira (31), quando o Conselho deve decidir sobre o parecer da relatoria e os próximos encaminhamentos do caso.

Relembre o caso

O episódio ocorreu em abril deste ano, em um momento de tensão política no plenário da Câmara de Curitiba. Após a realização da Tribuna Livre, Eder Borges apareceu em uma fotografia fazendo o gesto conhecido como “arminha”, o que levou a Corregedoria da Casa e um grupo de vereadores a apresentarem representações por possível quebra de decoro parlamentar.

As duas denúncias foram consideradas admissíveis pelo Conselho de Ética em junho, dando início à fase de instrução do processo disciplinar. Caso o parecer pela suspensão seja aprovado pelo colegiado, o processo seguirá os trâmites previstos no regimento interno da Câmara para aplicação da eventual sanção.