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Gasolina E32 começa a ser vendida: veja o que muda no seu carro

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Por jornalismo.curitiba
Há 1 hora · 2 min de leitura
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A partir deste sábado (1º), os postos de combustíveis de todo o Brasil passam a vender gasolina com uma nova composição. O percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina sobe de 30% para 32%, dando origem à chamada gasolina E32. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e faz parte da estratégia do governo para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência da gasolina importada e diminuir as emissões de poluentes.

Postos de combustíveis passam a vender gasolina com uma nova composição (Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo)

A mudança não deve causar problemas para a maioria dos veículos flex e para os carros a gasolina fabricados nos últimos anos, já que eles foram desenvolvidos para operar com misturas de etanol. Além disso, o governo afirma que testes realizados antes da adoção da nova gasolina indicaram que a alteração não compromete o desempenho nem a durabilidade dos motores.

Quem deve ficar mais atento?

O alerta é para proprietários de veículos mais antigos ou importados que não foram projetados para trabalhar com uma concentração maior de etanol. Nesses casos, o combustível pode acelerar o desgaste de componentes como mangueiras, juntas, vedações, bomba de combustível e bicos injetores. Também há possibilidade de um leve aumento no consumo, já que o etanol possui menor poder energético em comparação com a gasolina.

Como evitar problemas

Especialistas recomendam abastecer apenas em postos de confiança e manter a manutenção preventiva em dia, respeitando os prazos para troca do filtro de combustível e a revisão do sistema de alimentação. Caso o carro apresente dificuldade para ligar, aumento no consumo ou falhas no funcionamento após o uso da nova gasolina, a orientação é procurar uma oficina para avaliar possíveis desgastes.

Apesar das preocupações de parte do setor automotivo, a expectativa do governo é que a nova mistura contribua para reduzir custos de produção e fortalecer a indústria de biocombustíveis no país. Com isso, além dos benefícios ambientais, a mudança poderá ajudar a diminuir a necessidade de importação de gasolina e, futuramente, refletir no preço pago pelos consumidores.