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Vereadoras de Contenda são cassadas por quebra de decoro

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As vereadoras Alexsandra Maria dos Santos Lima, conhecida como Índia (PSD), e Vanessa Cristina Patla da Silveira (União Brasil) perderam os mandatos na Câmara Municipal de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba. A cassação foi aprovada por unanimidade pelo plenário, após um processo por quebra de decoro parlamentar relacionado a uma viagem oficial realizada pelas duas.

Na quinta-feira (20), a Comissão de Ética já havia aprovado, por unanimidade, pareceres recomendando a perda dos mandatos das duas vereadoras. A decisão final ficou para o plenário, que votou na noite de segunda-feira (24) pela cassação de Índia e Vanessa, que perderam os cargos que ocupavam na Câmara de Contenda.

Apesar da cassação política, as vereadoras não foram condenadas judicialmente pelo transporte dos medicamentos. O processo que levou à perda dos mandatos foi relacionado à conduta parlamentar e à utilização do veículo oficial no episódio.

A decisão encerra um caso que começou no fim de julho, quando as parlamentares retornavam de Foz do Iguaçu em um veículo oficial da Câmara Municipal. Durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quatro ampolas de um medicamento para emagrecimento foram encontradas no porta-malas do carro. Segundo a PRF, os produtos haviam sido trazidos do Paraguai sem documentação que comprovasse a importação regular e sem receita médica.

Relembre o caso

A abordagem aconteceu na tarde de 31 de julho, no quilômetro 252 da BR-277, em Irati, na região Central do Paraná. De acordo com a PRF, o veículo oficial da Câmara de Contenda retornava da região de fronteira com o Paraguai quando foi parado pelos agentes.

Câmara de Contenda cassa duas vereadoras por unanimidade. (Foto: Redes sociais)

Durante a fiscalização, foram localizadas quatro ampolas de medicamento à base de tirzepatida, escondidas entre outros pertences no porta-malas. Os produtos foram apreendidos, lacrados e encaminhados à Receita Federal. Na ocasião, as vereadoras foram liberadas após a ocorrência ser comunicada às autoridades competentes.

A viagem havia sido apresentada como uma agenda oficial em Foz do Iguaçu. Segundo informações do Portal da Transparência da Câmara, cada vereadora recebeu cerca de R$ 2.123 em diárias, totalizando aproximadamente R$ 4,2 mil. A justificativa apresentada era a realização de visitas técnicas e a busca de recursos para o município.

Após a repercussão do episódio, a Câmara abriu um procedimento para apurar a conduta das parlamentares. O presidente da Casa, Marcos Schinda da Silva, afirmou que não havia autorizado a utilização do veículo oficial para atividades particulares ou compras pessoais.

As vereadoras também devolveram posteriormente as diárias recebidas para a viagem. A restituição, porém, não encerrou o processo político-administrativo aberto pela Câmara.