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Curitiba usa “raio-X” em árvore para avaliar saúde do tronco

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Um equipamento capaz de revelar o que acontece dentro de uma árvore foi usado nesta quarta-feira (5) para avaliar um dos jacarandás-mimosos do Largo Frederico Faria de Oliveira, no Centro de Curitiba. A tecnologia funciona como uma espécie de “raio-X” da madeira e permite identificar problemas internos que não são visíveis a olho nu.

A vistoria foi realizada pelas equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, na árvore localizada na Rua Cândido Lopes, esquina com a Rua Ermelino de Leão. O exame faz parte do monitoramento periódico realizado pela prefeitura para acompanhar as condições das árvores em espaços públicos da capital.

Árvore no Centro de Curitiba é avaliada com o tomógrafo sônico para diagnóstico da saúde do tronco. (Foto: Luiz Costa/SMMA)

O tomógrafo sônico portátil é utilizado quando os técnicos identificam sinais que podem indicar algum tipo de comprometimento. Com o resultado do exame, a equipe consegue definir qual é a melhor medida: manter a árvore com podas e acompanhamento ou avaliar a necessidade de remoção.

“Quando vemos algum indício de dano em uma árvore, usamos o tomógrafo para saber a extensão desse comprometimento. Se for algo superficial, nós podemos esperar, fazer uma análise daqui a algum tempo, e avaliar se isso progrediu ou não”, explicou a diretora de Licenciamento e Fiscalização, Érica Costa Mielke.

No Largo Frederico Faria de Oliveira há cinco jacarandás-mimosos de grande porte, todos plantados na década de 1970. As árvores têm entre 15 e 20 metros de altura e fazem parte da paisagem histórica da região central.

Tecnologia identifica áreas de risco

O funcionamento do equipamento é baseado na velocidade do som dentro da madeira. O aparelho possui 12 sensores que trocam informações entre si e identificam diferenças na estrutura interna do tronco. Quando a árvore está saudável, o som se desloca mais rapidamente. Já em áreas onde existe deterioração ou danos internos, a propagação fica mais lenta.

As informações são transformadas em uma imagem no computador, que apresenta um mapa das condições da árvore. As cores ajudam os técnicos na avaliação: verde indica uma área saudável; amarelo aponta sinais iniciais de deterioração; e vermelho mostra regiões mais comprometidas.

O laudo da avaliação realizada nesta quarta-feira será analisado pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que irão definir os próximos cuidados com o jacarandá. A iniciativa faz parte das ações de prevenção e conservação da arborização urbana de Curitiba, buscando reduzir riscos e preservar árvores importantes para a cidade.