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Após vendavais pelo Paraná, FAEP pede crédito e apoio a produtores rurais afetados

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O Sistema FAEP, entidade que representa os produtores rurais e o setor agropecuário do Paraná, cobra dos governos estadual e federal medidas emergenciais para atender moradores e agricultores atingidos pelas tempestades que passaram pelo estado no fim de semana. A entidade defende a aceleração do levantamento dos prejuízos e a criação de mecanismos de apoio para que as famílias possam recuperar as propriedades e retomar as atividades.

Entre os municípios atingidos estão Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora. Segundo informações do Simepar, as tempestades provocaram danos em áreas urbanas e rurais, com registros de casas, galpões e granjas danificados, além de quedas de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Entre os municípios atingidos estão Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Tibagi, Guarapuava, Candói, Castro, Jaguariaíva e Nova Aurora. (Foto: Divulgação)

A cobrança ocorre um dia após o registro do tornado que atingiu Piraí do Sul e outras áreas do Paraná. Neste domingo (9), equipes da Defesa Civil e do Simepar permanecem mobilizadas para levantar os estragos e prestar assistência às comunidades atingidas.

De acordo com o Sistema FAEP, os sindicatos rurais devem acompanhar os levantamentos nos municípios. No início da semana, a entidade pretende encaminhar ofícios às Secretarias Estaduais da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e da Fazenda (Sefa), além da Copel, formalizando os pedidos de medidas emergenciais.

Entidade pede crédito emergencial

Entre as medidas defendidas pelo Sistema FAEP está a criação de linhas de crédito emergenciais e pré-aprovadas para moradores e produtores rurais que tiveram prejuízos com as tempestades.

“A população das áreas rural e urbana precisa de uma resposta imediata e coordenada do Poder Público. A Defesa Civil tem que atuar nos municípios e a Copel dar prioridade ao restabelecimento da energia”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo ele, o apoio financeiro é necessário para que os atingidos possam iniciar a reconstrução das propriedades e retomar as atividades.

Cobrança ocorre após reunião sobre eventos climáticos

O Sistema FAEP também relaciona a situação atual a uma reunião realizada em julho na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que discutiu os efeitos do El Niño e estratégias de prevenção diante da possibilidade de aumento de eventos climáticos extremos.

O encontro reuniu representantes do Sistema FAEP, Simepar, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Comitê de Governança Climática, Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Associação dos Municípios do Paraná (AMP), universidades e prefeituras.

Para Meneguette, as discussões precisam resultar em medidas práticas de atendimento às comunidades atingidas.

“Não adianta fazer reunião e dizer que está equipado, se quando ocorre um tornado não há medidas de auxílio efetivas. Precisamos de ações práticas, de forma ágil. É isso que o Sistema FAEP exige das autoridades”, afirma.

Paraná teve cerca de 6 mil desastres em dez anos

Segundo levantamento citado pelo Sistema FAEP, o Paraná registrou cerca de 6 mil desastres naturais na última década. As ocorrências atingiram os 399 municípios, afetaram mais de 4,5 milhões de pessoas e provocaram prejuízos estimados em R$ 32 bilhões.

A entidade defende a adoção de medidas preventivas diante da possibilidade de novos eventos extremos, como vendavais, granizo e tornados.

“Não podemos deixar que a situação de Rio Bonito do Iguaçu e região se repita. Os governos estadual e federal precisam encontrar alternativas que permitam atender os produtores rurais que sofreram prejuízos”, afirma Meneguette.