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Do meme à Assembleia: “Sarro” pode ser reconhecido como patrimônio do Paraná; entenda a proposta

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Um projeto de lei em discussão na Assembleia Legislativa do Paraná propõe reconhecer o Sarro, movimento cultural ligado à juventude paranaense, como Patrimônio Cultural Imaterial do Paraná. O termo é utilizado para definir o jeito descontraído de fazer brincadeiras, provocações e tirar onda com outras pessoas.

Sarro pode ser reconhecido como patrimônio do Paraná. (Reprodução: Redes sociais)

O deputado estadual Goura (PDT) foi quem protocolou a proposta de reconhecer o movimento como patrimônio cultural. Nas redes sociais, Goura compartilhou um vídeo sobre o movimento, com vários jovens “praticando o sarro”. Um deles que pratica a dança, defendeu que o poder público precisa ter participação ativa no reconhecimento da cultura das periferias.

“Tem um grande problema de falta de conhecimento cultural periférico no Brasil, mas principalmente aqui no Sul. A periferia do Sul existe, ela produz cultura e produz cultura muito boa de muita qualidade, e não é reconhecida. O Estado tem o extremo papel de fazer isso. Se não for o Estado a reconhecer, quem vai reconhecer?”, disse uma jovem.

A iniciativa ganhou repercussão justamente pela forma como o termo passou a representar uma característica associada ao jeito paranaense de brincar e interagir. A proposta é levar essa manifestação da cultura popular, que ganhou força principalmente no ambiente digital, para uma discussão institucional sobre identidade cultural.

O deputado estadual Goura (PDT) foi quem protocolou a proposta. (Reprodução: Goura/Redes sociais)

Entenda o que é o “SARRO”:

No uso popular, “dar um sarro” significa fazer uma brincadeira ou provocação, geralmente de maneira bem-humorada. A expressão pode aparecer em situações entre amigos, em comentários sobre futebol e também nas redes sociais.

Mais do que uma simples gíria, o movimento que defende seu reconhecimento como patrimônio cultural busca valorizar a maneira de se comunicar e de fazer humor que passou a ser associada aos paranaenses.

A proposta também dialoga com a ideia de que patrimônio cultural não é formado apenas por prédios históricos, monumentos e objetos antigos. Costumes, manifestações populares, expressões e formas de sociabilidade também podem fazer parte da identidade cultural de uma sociedade.

A proposta ainda precisa passar pelos procedimentos necessários para eventual reconhecimento oficial. Caso avance, o “sarro” poderá entrar para a lista de manifestações culturais reconhecidas no Paraná.